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Exportações de soja saltam 80% e milho avança 18% em janeiro

Brasil exportou US$ 2,6 bilhões para o Leste Europeu e o farelo de soja foi um dos destaques

Apesar do crescimento, número não bate recordes registrados em 2022 e 2024
Apesar do crescimento, número não bate recordes registrados em 2022 e 2024 -

Publicado por Eduarda Gomes

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Os embarques brasileiros de soja em grão cresceram 80% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados apresentados no Agroexport na quarta-feira (10). Foram exportadas 1,87 milhão de toneladas, ante 1 milhão em janeiro de 2025. Apesar do avanço expressivo, o volume não foi recorde para o mês. Em 2022, o país embarcou 2,45 milhões de toneladas e, em 2024, atingiu 2,85 milhões, o maior patamar da série para janeiro.

Havia potencial para um resultado ainda maior porque o Brasil colhe uma safra robusta, estimada em cerca de 170 milhões de toneladas, o que amplia o excedente exportável. No entanto, parte relevante dessa oferta ficou no mercado interno.

Segundo análise apresentada no quadro Agroexport, o crescimento confirma um cenário de forte liquidez para a soja, impulsionado pela grande produção. Porém, a exportação enfrenta concorrência direta da demanda doméstica, especialmente da indústria de biodiesel. O país avança para a mistura B15, com 15% de biodiesel no diesel, o que eleva o consumo interno de soja. Além disso, o farelo mantém a demanda aquecida, após recorde de exportações no ano passado.

MILHO

No milho, os embarques somaram 4,24 milhões de toneladas em janeiro de 2026, alta de 18% sobre as 3,6 milhões de toneladas registradas em janeiro de 2025. Assim como na soja, o volume não foi o maior da história para o mês, mesmo diante de uma safra superior a 130 milhões de toneladas.

A principal razão também é o fortalecimento da demanda interna, puxada pelo etanol de milho, especialmente no Mato Grosso. A indústria deve consumir entre 30 e 35 milhões de toneladas do cereal em 2026, reduzindo o excedente disponível para exportação.

O cenário indica forte liquidez tanto para soja quanto para milho, com mercado interno e externo ativos. Ainda assim, especialistas alertam que liquidez não é sinônimo de rentabilidade. Os custos de produção, como fertilizantes, defensivos e logística, seguem elevados e continuam pressionando as margens do produtor.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Salto nas Exportações de Soja: Os embarques de soja em grão cresceram 80% em comparação a janeiro de 2025, totalizando 1,87 milhão de toneladas. Apesar do aumento expressivo, o volume ficou abaixo dos recordes de 2022 e 2024, indicando que, embora a safra de 170 milhões de toneladas seja robusta, parte da oferta está sendo retida.

- Competição com o Mercado Interno: O avanço das exportações de soja e milho enfrenta a concorrência direta da demanda doméstica. No caso da soja, o aumento da mistura para o biodiesel (B15) consome mais óleo, enquanto no milho (que cresceu 18% nas exportações), a indústria de etanol de milho deve absorver até 35 milhões de toneladas do cereal em 2026.

- Liquidez vs. Rentabilidade: Embora o cenário seja de forte liquidez e mercados ativos, especialistas alertam que isso não garante lucro. As margens dos produtores continuam pressionadas pelos altos custos de produção, especialmente em fertilizantes, defensivos e logística, que desafiam a rentabilidade final mesmo com grandes volumes negociados.

Com informações: Canal Rural.

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