'Memorial da Existência' vai mapear histórias de moradores sobre lugares de PG
Iniciativa vai registrar 200 histórias afetivas de 19 lugares da cidade e criar acervo digital colaborativo aberto ao público

Cada cidade é feita de lugares que guardam histórias pessoais, afetos e lembranças coletivas. Em Ponta Grossa, o projeto Memorial da Existência vai mapear e registrar memórias de moradores sobre espaços da cidade, transformando esses relatos em patrimônio cultural compartilhado. Realizada pela Inspire Projetos Criativos, a iniciativa prevê a identificação de 19 lugares representativos do município e a coleta de 200 histórias de relação afetiva com esses territórios, que vão compor um acervo digital de acesso público. O projeto conta com apoio da Copel, por meio do Programa Estadual de Incentivo Fiscal à Cultura (Profice), e convida a comunidade a participar enviando relatos pelo site oficial ou pelo perfil do projeto no Instagram.
O Memorial será realizado em 19 regiões, entre bairros, distritos e área central, com o mapeamento de espaços considerados referências locais que importam para a história cultural e formativa da cidade, a partir da indicação das próprias comunidades. Entre os lugares já definidos estão o Armazém Três Barras, em Itaiacoca; o Bar do Pelé, em Guaragi; a Capela Santa Luzia, na Chapada; a Gruta Santa Mônica, no Jardim Carvalho; o Olho D’Água São João Maria, em Neves; o Estádio Germano Krüger, em Oficinas; o Clube Olinda, em Olarias; a Praça dos Bichos (Praça Getúlio Vargas), na Nova Rússia; o Calçadão, no Centro; o Açougue do Adi, em Órfãs; a Praça Hulda Roedel, na Ronda; a Escola Municipal Idália Goes, no Cristo Rei/Periquitos; a Escola Municipal Claudio Mascarenhas, no Pinheirinhos/Uvaia, o Parque Margherita Masini, na Vila Estrela, entre outros. O levantamento inclui ainda o Contorno, Colônia Dona Luiza, Cará-Cará, Boa Vista e Uvaranas, a fim de registrar a diversidade presentes nos diferentes territórios de Ponta Grossa.
Segundo Rafaela Prestes, coordenadora do projeto, a proposta busca estruturar um registro sistemático da memória social do município. “O Memorial da Existência nasce de um desejo de compreender como cada pessoa se reconhece nos espaços em que habita. A intenção é documentar memórias individuais como parte essencial da história coletiva da cidade, valorizando as experiências cotidianas que moldam o sentimento de pertencimento e fortalecem os laços entre as pessoas e o território”, afirma. O projeto, então, se caracteriza como mais do que um arquivo, mas como um espaço de encontro, onde a pluralidade de vozes contribui para a construção de uma narrativa em comum.
Além da coleta de relatos, o projeto prevê a criação de um website interativo, a publicação de um e-book, a produção de um podcast, a realização de uma exposição física e a instalação de totens informativos em diferentes regiões do município. Também serão realizadas oficinas de educação patrimonial em escolas municipais, com atividades educativas desenvolvidas a partir do conteúdo coletado.
Para Eduardo Godoy, da Estratégia Projetos Criativos, a iniciativa organiza e amplia o acesso às informações culturais da cidade. “O projeto é construído a muitas vozes, onde cada morador que compartilha sua lembrança ajuda a ampliar o acervo digital e a fortalecer o sentimento de pertencimento à cidade. Nosso objetivo é que o público se reconheça nessas histórias e perceba que também faz parte da memória de Ponta Grossa”, destaca.
O Memorial da Existência é viabilizado por meio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice), da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com apoio da Copel e parceria da Prefeitura de Ponta Grossa (Fundação Municipal de Assistência Social e Secretarias Municipais de Educação e de Cultura) e portal aRede. O projeto tem produção da Inspire Projetos Criativos e Estratégia Projetos Criativos.
Serviço
Para mais informações e envio de relatos, acesse o site www.memorialdaexistencia.com.br ou pelo perfil do Instagram (@memorialdaexistencia).
Das assessorias




















