Carnaval e riscos psicossociais: o que ninguém fala sobre o impacto no trabalho | aRede
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Carnaval e riscos psicossociais: o que ninguém fala sobre o impacto no trabalho

Embora o carnaval seja tradicionalmente associado à alegria, descanso e celebração, há efeitos do período na saúde mental e nos riscos psicossociais dos trabalhadores

Medvitae chama a atenção para a atualização da NR-01 às empresas, sobre os riscos psicossociais
Medvitae chama a atenção para a atualização da NR-01 às empresas, sobre os riscos psicossociais -

Da Redação

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O Carnaval é tradicionalmente associado à alegria, descanso e celebração. No entanto, por trás do clima festivo, existe um impacto silencioso que poucas empresas discutem: os efeitos do período carnavalesco na saúde mental e nos riscos psicossociais dos trabalhadores.

Excesso de estímulos, privação de sono, consumo de álcool, mudanças bruscas de rotina e pressão social fazem parte do cenário do Carnaval. Quando esse período termina, muitos colaboradores retornam ao trabalho sem o devido tempo de recuperação física e emocional, o que pode desencadear queda de concentração, irritabilidade, aumento do estresse e conflitos interpessoais.

Esses fatores, muitas vezes considerados “pontuais”, podem se transformar em riscos psicossociais, impactando diretamente o desempenho, a segurança e o clima organizacional. A curto prazo, os reflexos aparecem em atrasos, faltas e acidentes. A médio e longo prazo, surgem afastamentos por ansiedade, esgotamento emocional e outros transtornos relacionados ao trabalho.

O que poucas empresas percebem é que esses impactos não são individuais — eles fazem parte de um contexto organizacional. Ambientes que não reconhecem esses riscos acabam adotando uma postura reativa, agindo apenas quando o problema já se tornou um afastamento ou um passivo trabalhista.

Com a atualização da NR-01, que reforça a necessidade de identificação, avaliação e controle dos riscos psicossociais, o tema deixa de ser apenas uma questão de bem-estar e passa a ser também uma responsabilidade legal e estratégica das empresas.

Mais do que restringir comportamentos ou apontar culpados, o caminho está na prevenção e na gestão consciente dos riscos. Orientações claras aos colaboradores, ações de conscientização, apoio ao retorno ao trabalho e avaliações psicossociais estruturadas são ferramentas que ajudam as empresas a atravessar períodos como o Carnaval com mais segurança e equilíbrio.

Cuidar da saúde mental no trabalho não é um tema sazonal — é uma estratégia contínua. E reconhecer que datas festivas também geram impactos psicossociais é um passo importante para construir ambientes de trabalho mais saudáveis, produtivos e sustentáveis.

Medvitae: saúde, prevenção e cuidado que vão além do óbvio.

As informações são da assessoria de imprensa

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