Trabalho é o fator principal para ressocializar presos na comunidade
Conselheiro, especialista em Direito Processual Penal e Prática Penal acredita que trabalho facilita a reintegração de detentos na sociedade
Publicado: 20/01/2026, 22:43

O conselheiro da área da Segurança Pública do Grupo aRede, Jorge Sebastião Filho, entende que as unidades prisionais de Ponta Grossa são referência para o Paraná - o debate é referente a uma reportagem especial do Portal aRede. Para ele, o trabalho é o fator principal para ressocializar pessoas privadas de liberdade. Por fim, ele acredita que isso facilita a reintegração na comunidade
Confira abaixo a opinião na íntegra de Jorge, advogado, professor, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção de Ponta Grossa e corregedor-geral da OAB - Seccional do Paraná:
"Ponta Grossa possui um sistema prisional que conta com diversas unidades que são tidas como exemplo para todo o Estado do Paraná. Vários são os fatores que contribuem para esta qualidade do sistema prisional de Ponta Grossa, destacando-se a parceria público/privada para oferta de trabalho para os condenados e egressos.
O trabalho é o elemento essencial para propiciar a reintegração do preso no meio social, em razão de oportunizar sua qualificação profissional e, consequentemente, viabilizar o seu acesso ao mercado de trabalho após o cumprimento da pena. Em contrapartida, os benefícios são extensivos à sociedade que ao resgatar a identidade social do indivíduo, contribui significativamente para a diminuição do índice de reincidência, reduzindo proporcionalmente a população carcerária.
Por outro lado, a empresa, ao efetivar a contratação do preso, obtém como reflexo a elevação positiva da sua imagem institucional, ao colaborar com a redução da ociosidade prisional, bem como com a expectativa de contratação futura, além do benefício da não incidência de determinados encargos sociais, considerando a ausência de relação de emprego.
No entanto, para que o Estado cumpra efetivamente o seu papel é necessário afastar as circunstâncias que o aproximam do 'mito de Sísifo', ou seja, não somente oferecer trabalho, porém propiciar condições estruturais e organizacionais para que a mão de obra possa ser utilizada de forma plena e, consequentemente, seja possível obter os resultados sociais almejados.
O projeto 'Começar de Novo', do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem o objetivo de promover ações para ressocialização de presos e egressos do sistema prisional, com a criação de oportunidades de trabalho e de reeducação social e profissional, visando a redução das taxas de reincidência criminal, é um exemplo de como o Brasil vem atuando nesta importante questão social.
Em Ponta Grossa, O projeto 'Reaprenda', desenvolvido na Unidade de Progressão da Polícia Penal, envolve empresas públicas e privadas, que ofertam trabalho (na empresa ou na própria unidade) para o preso desenvolver habilidades e poder, no futuro, ser reinserido com uma nova perspectiva de vida".
CONSELHO DA COMUNIDADE
Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.
Conheça mais detalhes dos membros do 'Conselho da Comunidade' acessando outras notícias sobre o projeto.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Sistema prisional de Ponta Grossa é referência no Paraná, com destaque para parcerias público-privadas que oferecem trabalho a presos e egressos;
- O trabalho é apontado como chave da ressocialização, pois qualifica o detento, facilita a reintegração no mercado e reduz a reincidência criminal;
- Projetos como “Reaprenda” e “Começar de Novo” fortalecem esse modelo, envolvendo empresas e o poder público na reinserção social dos apenados.
VEJA MAIS OPINIÕES SOBRE O ASSUNTO
- Sistema prisional tradicional funciona como um meio de cultura tóxico;
- Setor privado é estratégico para reinserir detentos na comunidade;
- Ressocialização de detentos deve ser contínua e não acabar após fim da pena.




















