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Preço do frete na região de PG sobe 11% com alta na exportação de grãos

Produtividade recorde da soja e alta dos combustíveis pressionam o setor logístico; embarques de milho também superam índices do ano passado

Apesar da alta nos custos de transporte, o cenário de insumos para as próximas safras demonstra estabilidade
Apesar da alta nos custos de transporte, o cenário de insumos para as próximas safras demonstra estabilidade -

Publicado por Eduarda Gomes

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O setor logístico brasileiro iniciou o ano de 2026 com um ritmo acelerado, impulsionado pela alta produtividade das lavouras. Segundo dados consolidados do primeiro trimestre, as exportações de soja cresceram 5,92% em comparação ao mesmo período de 2025, com a colheita atingindo 88,1% da área total. O desempenho do milho foi ainda mais expressivo, com um volume de embarques 15,25% superior ao registrado nos primeiros três meses do ano anterior.

No Paraná, um dos principais polos agrícolas do país, o reflexo desse volume de carga aliado ao custo dos combustíveis impactou diretamente o bolso dos produtores e transportadores. Na região de Ponta Grossa, o valor do frete registrou um incremento de até 11%, motivado tanto por gargalos operacionais quanto pela valorização do diesel. As informações são da Assessoria de Imprensa da  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

ROTAS DE ESCOAMENTO

De acordo com o Boletim Logístico de abril, produzido pela Conab, as regiões Centro-Oeste e Sul dominam o envio de grãos ao exterior. No caso da soja, o Porto de Santos e o Arco Norte lideram a movimentação, mas o Porto de Paranaguá mantém sua relevância com 18,3% do total embarcado. Já para o milho, o Porto de Rio Grande (RS) aparece na terceira posição nacional, com 16% das vendas externas.

PRESSÃO NOS TRANSPORTES

O superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, destaca que a pressão logística é fruto de um "bom desempenho produtivo". Em Goiás, o frete chegou a subir 35% em rotas saindo de Cristalina. No Mato Grosso, o avanço da colheita no Vale do Araguaia elevou os preços em 10%, índice similar ao encontrado no Mato Grosso do Sul.

Em outras praças, como São Paulo, as variações foram ainda mais agressivas, atingindo 30% de aumento em relação ao mês de março. No Nordeste, o destaque ficou para o Maranhão, com tarifas 23% mais elevadas no escoamento da produção do sul do estado.

INSUMOS E FERTILIZANTES

Apesar da alta nos custos de transporte, o cenário para as próximas safras demonstra estabilidade. As importações de fertilizantes somaram 8,61 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, uma alta de 9,13% em relação ao ano passado, garantindo o suprimento para os plantios futuros.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Crescimento nas Exportações: O volume de soja exportado no 1º trimestre de 2026 cresceu 5,92% e o de milho saltou 15,25% em relação a 2025.

- Impacto em Ponta Grossa: A região registrou alta de até 11% no preço dos fretes, influenciada pelos custos de combustíveis e pela alta demanda logística da safra.

- Logística Nacional: O Porto de Paranaguá escoou 18,3% da soja brasileira no período, enquanto estados como Goiás e São Paulo viram os fretes subirem entre 30% e 35%.

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