Suspeito de ameaça com artefato é preso por tentativa de extorsão em PG
Homem confessou plano com cartas e exigência de pagamento via banco digital

Um homem de 48 anos foi preso em Ponta Grossa após ser identificado como autor das ameaças envolvendo um suposto artefato explosivo e tentativa de extorsão contra uma família ligada ao Colégio Santo Ângelo, na região central. Segundo a Polícia Civil e a Polícia Militar, ele confessou o crime e detalhou um plano que previa novas ameaças caso o pagamento não fosse realizado.
De acordo com as investigações, o suspeito exigia criptomoedas das vítimas sob ameaça de provocar novas situações de risco. “Ele menciona que esse valor não fosse pago até 15 de maio, teria uma segunda fase”, afirmou o delegado Fernando Vieira.
O homem foi autuado por extorsão, crime cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão. Ele permanece preso e aguarda audiência de custódia.
Durante o interrogatório, o suspeito confessou que deixou uma segunda caixa com carta em outro ponto ligado à família, cerca de um mês antes. O objeto foi localizado em uma gastroclínica no Centro da cidade, pertencente ao marido da proprietária do colégio.
Plano envolvia novas ameaças
Segundo a Polícia Militar, o objetivo era gerar medo inicial e pressionar pelo pagamento. Caso o valor não fosse quitado, o suspeito pretendia intensificar as ações.
“Não chamem a polícia, só me paguem que eu sumo e vocês nunca mais vão me ver”, dizia um dos recados.
Ainda conforme a investigação, uma segunda fase previa a divulgação de novas ameaças, inclusive com comunicação à imprensa para ampliar o impacto. Em uma terceira etapa, haveria ameaça direta à família.
As autoridades afirmam que o suspeito agiu sozinho.
Detalhes da investigação
O homem utilizava um Kwid branco com placa furtada — originalmente de um ônibus — para circular sem identificação. Após o crime, ele descartou roupas e a placa no bairro Jardim Panamá.
Além disso, há indícios de que ele tinha conhecimento prévio da família, já que teria estudado com um parente das vítimas.
Apesar da gravidade do caso, a polícia informou que não há risco iminente de novas ameaças. A possibilidade de ataques em horários divulgados chegou a circular, mas foi descartada pelas autoridades como parte da estratégia para causar pânico.
Ação policial e segurança
As equipes realizaram novamente o isolamento dos local envolvido, na noite de ontem (29), e acionaram o Esquadrão Antibombas, que fez a retirada do objeto com segurança.
“Diante dos fatos, adotamos o mesmo procedimento à noite. Fizemos o isolamento do local e acionamos o Esquadrão Antibombas”, afirmou o capitão Adriano, da Polícia Militar.
O material foi apreendido e encaminhado para continuidade das investigações.





















