Restrições na Rússia e China devem dificultar compra de fertilizantes para a safra 2026/27 | aRede
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Restrições na Rússia e China devem dificultar compra de fertilizantes para a safra 2026/27

Dependência externa de 85% e alta no preço do diesel, impulsionada por conflitos no Oriente Médio, exigem planejamento estratégico e gestão de custos do produtor paranaense

Dependência brasileira de fertilizantes importados atinge 85%, deixando a safra 2026/27 exposta às decisões de exportação da Rússia e da China
Dependência brasileira de fertilizantes importados atinge 85%, deixando a safra 2026/27 exposta às decisões de exportação da Rússia e da China -

Publicado por Eduarda Gomes

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O cenário internacional recente acendeu um sinal de alerta para a agropecuária do Paraná. Os dois maiores fornecedores globais de fertilizantes, Rússia e China, estão restringindo as exportações do insumo, o que deve gerar dificuldades para o produtor rural na compra de fertilizantes para a safra 2026/27. O período crítico para essa aquisição ocorre prioritariamente nos meses de abril, maio e junho. As informações são da Assessoria de Imprensa.

De acordo com o Sistema FAEP, o Brasil possui uma vulnerabilidade acentuada por importar cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Para se ter uma dimensão do volume, somente em 2025 foram adquiridas 45,5 milhões de toneladas no mercado internacional. Além das restrições impostas pelos gigantes asiático e euroasiático, as incertezas geopolíticas causadas pela guerra no Oriente Médio agravam o quadro, podendo resultar em aumento de preços e redução da oferta.

Para auxiliar o agricultor, o Sistema FAEP recomenda a adoção de condutas cautelosas. "É importante adotar uma postura preventiva, alinhando planejamento e gestão financeira”, afirma o presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette. As orientações práticas incluem evitar compras concentradas em momentos de preços instáveis, priorizar aquisições escalonadas, monitorar a relação de troca entre o insumo e o produto agrícola, e garantir um volume mínimo de estoque para não comprometer a produção.

IMPACTO NOS COMBUSTÍVEIS E LOGÍSTICA

Além dos fertilizantes, o conflito no Oriente Médio reflete negativamente no preço dos combustíveis. No Paraná, o valor de revenda do diesel já registrou aumento superior a 20% em comparação a fevereiro. Esse aumento impacta diretamente todas as etapas produtivas, desde o preparo do solo até o transporte, visto que o diesel representa cerca de 40% do custo do frete.

No estado, culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar são as mais afetadas pela alta, devido ao uso intensivo de maquinário. Da mesma forma, cadeias que dependem de fluxos logísticos contínuos, como a avicultura, suinocultura e a produção de leite, sentem o peso da elevação das despesas com escoamento e abastecimento regular. Atualmente, 73% da energia utilizada na agropecuária nacional provêm de combustíveis fósseis.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Crise de Insumos: Rússia e China restringem exportações, ameaçando o abastecimento de fertilizantes para a safra 2026/27 entre abril e junho.

- Gestão Estratégica: O Sistema FAEP orienta compras escalonadas e monitoramento da relação de troca para proteger a margem de lucro do produtor.

- Alta do Diesel: O preço do combustível subiu mais de 20% no Paraná, elevando custos logísticos e de produção em culturas essenciais e cadeias de proteína animal.

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