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Obras na BR-376 causam prejuízos a produtores rurais em Ponta Grossa

Setor aponta perdas na lavoura, aumento de custos e risco de impacto na economia local

Obras no Distrito Industrial de Ponta Grossa causam atrasos que prejudicam a qualidade dos grãos e elevam custos do setor
Obras no Distrito Industrial de Ponta Grossa causam atrasos que prejudicam a qualidade dos grãos e elevam custos do setor -

Publicado por Eduarda Gomes

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O escoamento da safra de grãos em Ponta Grossa tem sido prejudicado por atrasos provocados pelas obras na BR-376, especialmente no trecho do Distrito Industrial. Produtores enfrentam dificuldades no transporte da soja, o que já resulta em perdas na lavoura, aumento de custos e preocupação em toda a cadeia produtiva.

IMPACTOS NA QUALIDADE E CUSTOS EXTRAS

De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Izaltino Cordeiro dos Santos, ainda não há uma estimativa oficial dos prejuízos, mas os impactos já são percebidos. “Os produtores estão sofrendo atrasos na entrega da safra pelo tempo de espera na rodovia, com o sistema de ‘pare e siga’, aumentando o tempo de viagem”, afirma. Segundo ele, a situação pode gerar perdas nas lavouras, além de custos extras com transporte e multas por atraso junto às cooperativas.

O secretário também confirma queda na qualidade da produção. “Está ocorrendo perdas consideráveis pelo atraso na colheita, com a soja perdendo umidade excessiva no grão, provocando quebra, além das condições climáticas como chuvas, aumentando o risco de perdas”, explica.

GARGALOS LOGÍSTICOS E RISCOS CLIMÁTICOS

Na prática, os impactos já são sentidos pelos produtores rurais. O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa e do Núcleo dos Sindicatos Rurais dos Campos Gerais, Gustavo Ribas Netto, destaca que o tempo de colheita é escasso.

Ele afirma que os atrasos no transporte impactam diretamente a produção. “À medida que você vai atrasando a colheita, você vai perdendo peso no grão”, diz. Também alerta para os riscos relacionados ao clima. “A hora que o produto seca, ele brota se chover em cima”.

Segundo o representante, os caminhões enfrentam longos períodos de espera nas rodovias. “Ficam parados em dias de engarrafamento cerca de 1 a 2 horas para deslocarem um trecho muito curto”, relata.

Gustavo aponta ainda que o atraso na colheita, provocado pela dificuldade de escoamento e pela falta de caminhões, faz com que produtores e o país percam potencial produtivo. Ele também ressalta que a situação prejudica o escoamento dos grãos e afeta o faturamento de todos os setores envolvidos.

"PLANO SAFRA" RODOVIÁRIO

Diante do cenário, a Prefeitura de Ponta Grossa solicitou à Motiva/PR Vias a adoção de medidas emergenciais para melhorar o fluxo de veículos durante o período de safra. A proposta inclui a criação de um “Plano Safra” nas rodovias, com ações específicas para reduzir os impactos dos congestionamentos.

Segundo o secretário, o município, em conjunto com o Sindicato Rural, encaminhou uma nota à concessionária apontando trechos críticos, como regiões próximas ao viaduto do Santa Paula e à Avenida Visconde de Mauá, além de conexões com a PR-151 e a própria BR-376. Até o momento, não houve retorno da empresa.

SEGURANÇA E DINÂMICA DAS OBRAS

Para o setor produtivo, uma das soluções seria a mudança na dinâmica das obras. “A concessionária deveria trabalhar essencialmente no período noturno”, defende Gustavo, ressaltando a necessidade de garantir fluidez no trânsito.

Ele também alerta para os impactos mais amplos da situação. “O colapso que você gera no trânsito e na logística, não só nossa, mas também do estado e do Brasil, é muito grande”, afirma.

Além disso, o presidente do sindicato chama atenção para o aumento no risco de incidentes. “Esses processos têm causado acidentes com muita frequência. Um caminhão não tem as condições de frenagem igual um carro, principalmente se carregado”, pontua.

PERSPECTIVAS ECONÔMICAS

Os impactos devem atingir também a economia local. Conforme o secretário de Agricultura, o aumento nos custos logísticos e a redução no volume de entregas podem comprometer o faturamento, além de possíveis perdas no valor da soja devido à queda de qualidade.

Apesar dos prejuízos, não há previsão de mudança na estratégia de plantio. Segundo Izaltino, a produção segue uma janela técnica definida pelas cultivares, e alterações podem comprometer a produtividade e as próximas safras.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Atrasos Críticos: Obras na BR-376 geram retenções de até 2 horas para caminhões, elevando custos de frete e causando multas por atraso nas entregas.

- Perda de Qualidade: A demora no escoamento impede o ritmo ideal da colheita, fazendo com que a soja perca peso e fique vulnerável a riscos climáticos.

- Pressão por Soluções: Município e Sindicato Rural cobram da concessionária um "Plano Safra" e a execução de obras no período noturno para aliviar o tráfego.

Com supervisão: Rodolpho Bowens.

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