Faturamento do agronegócio brasileiro deve recuar 4,8% em 2026
Valor Bruto da Produção é estimado em R$ 1,39 trilhão; queda é reflexo de preços menores e variações na produtividade do campo

O faturamento do agronegócio brasileiro, medido pelo Valor Bruto da Produção (VBP), deve apresentar uma retração de 4,8% em 2026 na comparação com o ano anterior. Segundo projeções da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o montante total deve atingir R$ 1,39 trilhão, impactado diretamente pela combinação de preços reais mais baixos e oscilações no volume produzido.
A agricultura, que detém a maior fatia do indicador, deve faturar R$ 903,5 bilhões, um recuo de 5,9%. Até mesmo a soja, principal motor do setor, deve registrar uma leve queda de 0,5% no faturamento, apesar da expectativa de uma colheita maior. Outras culturas importantes, como o milho e a cana-de-açúcar, também projetam perdas de 6,9% e 5,6%, respectivamente, devido à desvalorização dos preços no mercado. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
DESEMPENHO DA PECUÁRIA E EXCEÇÕES
No segmento da pecuária, a estimativa é de um faturamento de R$ 485,3 bilhões, o que representa uma queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina aparece como um ponto fora da curva, sendo o único produto do setor com projeção de crescimento no faturamento (7,6%). Em contrapartida, áreas como a de leite (-19,1%), ovos (-13,3%) e aves (-5,8%) devem enfrentar reduções significativas nas receitas.
Entre as lavouras, o café arábica destaca-se positivamente. A CNA projeta um salto de 10,4% no VBP da cultura, impulsionado por um crescimento expressivo de 23,29% na produção, o que deve compensar a queda de 10,5% nos preços médios praticados.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Retração no Campo: O VBP total do agro deve cair 4,8% em 2026, somando R$ 1,39 trilhão, puxado pela queda nos preços reais dos produtos.
- Agricultura em Queda: Soja, milho e cana-de-açúcar projetam faturamentos menores; a exceção é o café arábica, com alta prevista de 10,4%.
- Cenário da Pecuária: Enquanto a carne bovina sinaliza crescimento de 7,6%, setores como leite e ovos devem registrar fortes perdas de receita.




















