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Receita Federal de Ponta Grossa arrecada mais de R$ 10,7 bilhões em 2025

Valor é 6,37% menor do que o registrado de janeiro a dezembro de 2024

Somente em dezembro, foram arrecadados mais de R$ 978 milhões
Somente em dezembro, foram arrecadados mais de R$ 978 milhões -

Publicado por Rodolpho Bowens

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A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa (DRF/Ponta Grossa), que possui sob sua responsabilidade uma região com abrangência de 64 municípios, arrecadou, no mês de dezembro de 2025, um total de R$ 978.553.128 em tributos fazendários e previdenciários. No acumulado do ano, de janeiro a dezembro, a arrecadação foi de R$ 10.756.955.896 (dez bilhões, setecentos e cinquenta e seis milhões, novecentos e cinquenta e cinco mil e oitocentos e noventa e seis reais).

O valor total de dezembro é, em termos nominais (sem considerar a inflação), 3,13% menor do que o registrado no mês de dezembro de 2024, quando a arrecadação alcançou o montante de R$ 1.010.209.648,00. Considerando o IPCA acumulado no período, verifica que houve uma diminuição real de 7,09% nos valores arrecadados.

Já o valor total em 2025, em termos nominais (sem considerar a inflação), 6,37% menor do que o registrado no período de janeiro a dezembro de 2024, quando a arrecadação alcançou o montante de R$ 11.488.631.272,00.

Entre os fatores que influenciaram a arrecadação do mês de dezembro de 2025 (comparação nominal com o mesmo mês do ano anterior), no âmbito da 9ª Região Fiscal (que congrega os estados do Paraná e de Santa Catarina) e que também impactaram a região administrada pela DRF/Ponta Grossa, destacam-se:

- A região segue com seu desempenho impactado pela relevância do volume dos tributos vinculados à importação (PIS, COFINS, IPI, II), os quais foram negativamente influenciados pela redução do volume em dólar das mercadorias importadas e pelos efeitos do cenário cambial;

- Resultado da arrecadação previdenciária (+9,0%) (+R$ 853,4 milhões) influenciado pelo crescimento da massa salarial (+10,1% nominal, +5,4% IPCA), ainda que, pelo lado negativo, tenha havido crescimento das compensações (+17,0%);

- Aumento em COFINS/PIS/PASEP (exceto importação) (+13,2%) (+R$ 419,7 milhões), influenciado positivamente pelos setores de atividades de serviços de financeiro e atividades imobiliárias;

- Desempenho positivo da arrecadação de IRPJ/CSLL (+10,8%) (+R$ 234,1 milhões), com crescimento nos valores decorrentes da apuração pela Estimativa mensal e Lucro presumido e queda na apuração pelo Balanço trimestral;

- Crescimento na arrecadação do CPSSS (+124,0%) (+R$ 217,7 milhões);

- Crescimento (+6,9%) (+R$ 175,8 milhões) no Simples Nacional, salientando que a variação positiva afeta os tributos que compõem esse pagamento unificado (IRPJ/CSLL, PIS/COFINS, Contribuição Previdenciária, IPI, além de ICMS e ISS);

- Desempenho positivo (+12,6%) (+R$ 146,6 milhões) nos recolhimentos de IRRF – Rendimentos do Trabalho decorrente, essencialmente, do desempenho positivo rendimentos do trabalho assalariado;

- Retração (-11,6%) (-R$ 715,5 milhões) nos principais tributos relacionados à importação, com queda de -4,5% (-U$ 202,2 milhões) no volume em dólar das mercadorias importadas através da 9ª RF e variação de -10,6% na taxa média do câmbio;

- Resultado negativo em IRPF (-8,3%) (-R$ 46,6 milhões), principalmente, em função do item IRPF – Ganho de capital na alienação de bens duráveis;

- IRRF: Capital com retração (-5,7%) (-R$ 34,7 milhões), decorrente do resultado dos itens Juros sobre o capital próprio e Aluguéis em royalties pagos a PF;

- Desempenho negativo no IOF (-8,2%) (-R$ 21,0 milhões), decorrente, principalmente, do item operações de crédito – PF;

- Crescimento em IPI: outros Produtos (+8,3%) (+R$ 47,4 milhões), sem adesão aos resultados dos indicadores de produção industrial, e apesar do aumento no montante das compensações;

- IPI: automóveis com resultado negativo (-35,4%) (-R$ 39,7 milhões), em linha com o crescimento no volume das compensações tributárias via Dcomps e queda na quantidade de licenciamentos de veículos;

- Compensações declaradas no mês (via DComps) no valor de R$ 2.497,5 milhões (+23,9%), especialmente influenciada pelo aumento nas compensações de débitos de Contribuição previdenciária - RGPS.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Volume de Arrecadação: a Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa (responsável por 64 municípios) arrecadou R$ 978,5 milhões em dezembro de 2025, totalizando R$ 10,75 bilhões no acumulado do ano;

- Queda no Desempenho: houve uma retração geral em comparação a 2024. O acumulado do ano de 2025 caiu 6,37% (nominalmente), e o mês de dezembro registrou uma queda real (considerando a inflação) de 7,09% em relação ao mesmo período do ano anterior;

- Fatores de Influência: o resultado negativo foi fortemente impactado pela queda nos tributos de importação e no setor automotivo. Em contrapartida, setores como o de serviços financeiros e imobiliários, além da arrecadação previdenciária (impulsionada pela massa salarial), apresentaram crescimento.

Com informações: Assessoria de Imprensa.

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