Pais terão direito de vetar participação dos filhos em atividades sobre gênero no Paraná
Projeto de lei foi apresentado pelo deputado Gilson de Souza e tramita na Assembleia Legislativa

O deputado estadual do Paraná Gilson de Souza (PL) protocolou, nessa segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), o Projeto de Lei (PL) nº 367/2026, que busca assegurar aos pais e responsáveis o direito de vedar a participação de seus filhos em atividades pedagógicas de gênero no âmbito do Estado do Paraná.
De acordo com o texto da proposta, o objetivo é reforçar a participação da família nas decisões relacionadas à formação moral, ética e educacional de crianças e adolescentes, especialmente em conteúdos considerados sensíveis no ambiente escolar. O projeto prevê que esse direito seja aplicado tanto nas instituições públicas quanto nas escolas privadas da rede de ensino paranaense.
Pela redação da proposta, são consideradas atividades pedagógicas de gênero aquelas que abordem temas ligados à identidade de gênero, orientação sexual, diversidade sexual, igualdade de gênero e outros assuntos semelhantes. A proposta também estabelece que as instituições de ensino deverão informar previamente os pais ou responsáveis sobre a realização dessas atividades.
Autorização dos pais
Outro ponto previsto no PL nº 367/2026 é que os pais ou responsáveis deverão manifestar, de forma expressa e por escrito, sua concordância ou discordância quanto à participação dos filhos. O texto ainda atribui às escolas a responsabilidade de cumprir essa decisão, respeitando a vontade da família.
A iniciativa também prevê sanções em caso de descumprimento, incluindo advertência por escrito, multa, suspensão temporária das atividades da instituição e, em situações mais graves, até a cassação da autorização de funcionamento.
Na justificativa do projeto, o deputado Gilson sustenta que a proposta busca garantir segurança jurídica, transparência e respeito às liberdades fundamentais, sem prejuízo ao direito à educação. O texto também argumenta que a medida reforça o papel da família no acompanhamento da vida escolar dos filhos e na definição de valores essenciais à formação dos menores.
“Estamos falando de um tema que envolve diretamente a formação das crianças e adolescentes. Os pais precisam ter garantido, de forma clara, o direito de decidir sobre a participação dos filhos em atividades dessa natureza. O projeto fortalece a autoridade da família, amplia a transparência no ambiente escolar e assegura o respeito à consciência dos responsáveis”, afirma o deputado Gilson de Souza.
Tramitação
O projeto de lei nº 367/2026 passa agora a tramitar nas comissões temáticas da ALEP antes de seguir para apreciação em plenário.
Leia abaixo um resumo da notícia
- Direito de Veto dos Pais: o Projeto de Lei nº 367/2026, do deputado Gilson de Souza (PL), propõe que pais e responsáveis tenham o direito de proibir a participação de seus filhos em atividades pedagógicas que abordem identidade de gênero, orientação sexual e diversidade. A medida valeria para instituições públicas e privadas em todo o Paraná;
- Transparência e Consentimento Prévio: pela proposta, as escolas seriam obrigadas a informar antecipadamente sobre a realização dessas atividades. Os responsáveis deveriam manifestar sua concordância ou discordância por escrito, e a instituição teria a obrigação de respeitar essa decisão, sob pena de sanções;
- Penalidades e Justificativa: O texto prevê punições rigorosas para o descumprimento, que vão desde advertências e multas até a cassação da autorização de funcionamento da escola. O autor defende que a iniciativa garante a "segurança jurídica" e reforça o papel da família na formação moral e ética dos menores.
Com informações: Assessoria de Imprensa.





















