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Lula sanciona nesta terça ampliação da licença-paternidade, que pode chegar a 20 dias

Proposta prevê aumento gradual do benefício até 2029 e custo estimado de R$ 5,4 bilhões até 2030

Presidente  do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva -

Publicado por João Victor Lourenço

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. A medida eleva o período atual de cinco dias para até 20 dias, conforme texto aprovado pela Câmara dos Deputados no início de março. Conforme informações da CNN Brasil.

A expectativa é de que a sanção ocorra sem vetos. O projeto, relatado no Senado por Ana Paula Lobato, estabelece que a ampliação será feita de forma progressiva ao longo dos próximos anos.

Novo modelo prevê aumento até 2029

De acordo com o texto, o período de afastamento será ampliado gradualmente:

10 dias nos dois primeiros anos de vigência da lei;

15 dias no terceiro ano;

20 dias a partir do quarto ano, previsto para 2029.

Além disso, será criado o chamado salário-paternidade, que será pago pela Previdência Social durante o período de licença.

Mudança transfere custo para a Previdência

Atualmente, o custo da licença-paternidade é arcado pelas empresas. Com a nova regra, o pagamento passará a ser responsabilidade da Previdência Social, medida que busca reduzir resistências do setor privado e equiparar o benefício ao modelo da licença-maternidade.

O impacto financeiro estimado da mudança é de aproximadamente R$ 5,4 bilhões até 2030.

Direito se estende a pais adotivos e casos excepcionais

O projeto também amplia o direito para pais adotivos de crianças e adolescentes. Outra possibilidade prevista é o parcelamento da licença: o pai poderá utilizar metade do período imediatamente após o nascimento ou adoção e o restante em até 180 dias.

Em situações excepcionais, como a morte da mãe, o pai terá direito ao período integral da licença-maternidade, de 120 dias, com remuneração total durante o afastamento.

Tramitação teve apoio amplo no Congresso

A proposta avançou com amplo apoio no Congresso Nacional, apesar de alterações em relação ao texto original relatado por Pedro Campos, que previa um período maior de afastamento.

À época da aprovação na Câmara, a então ministra Simone Tebet destacou que a medida representa avanço nos direitos sociais com responsabilidade fiscal.

RESUMO

- Lula deve sancionar lei que amplia licença-paternidade de 5 para até 20 dias

- Benefício será ampliado gradualmente até 2029 e pago pela Previdência

- Medida terá impacto estimado de R$ 5,4 bilhões até 2030

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