'Não vamos deixar alta chegar ao caminhoneiro', diz Lula sobre combustíveis
Categoria ameaçava paralisar atividades nesta quinta-feira (19), com queixas sobre o pagamento do piso do frete e temores com o aumento do preço do diesel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal não permitirá que a alta no preço dos combustíveis prejudique os caminhoneiros. A declaração foi feita em meio à ameaça de paralisação da categoria, que reclama do cumprimento do piso mínimo do frete e demonstra preocupação com o aumento do diesel. Veja:
Segundo a CNN, o preço médio nacional do diesel alcançou R$ 7,17 por litro na segunda semana de março, influenciado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no mercado internacional de petróleo. Lula atribuiu a alta ao cenário externo e afirmou que o governo está atento às consequências internas.
O presidente também informou que órgãos como a Polícia Federal, a Receita Federal e os Procons estaduais foram mobilizados para fiscalizar e coibir possíveis aumentos abusivos nos preços dos combustíveis em todo o país.
Além da fiscalização, Lula pediu a colaboração dos governadores para a redução do ICMS, imposto estadual que tem forte impacto na composição do preço final da gasolina e do diesel. O governo federal também anunciou medidas para conter a alta, como o decreto que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel, além de uma medida provisória prevendo subvenções a produtores e importadores.
A Advocacia-Geral da União avalia ainda a possibilidade de acionar a Justiça contra práticas consideradas abusivas na formação de preços. Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo é evitar que conflitos internacionais tenham reflexos diretos no custo de vida da população, já que o preço dos combustíveis influencia toda a cadeia econômica, incluindo o transporte de alimentos e produtos essenciais.




















