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Delação de Vorcaro deve ser concluída no auge da campanha eleitoral

Acordo poderia ser finalizado entre o fim de junho e o fim de setembro, nas vésperas ou já durante o processo eleitoral

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master -

Publicado Por Milena Batista

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O acordo de colaboração premiada do banqueiro Daniel Vorcaro deve levar entre três e seis meses para ser concluído, de acordo com fontes próximas às investigações. Caso esse prazo se confirme, o processo poderá ser finalizado entre o fim de junho e o fim de setembro, período que coincide com as etapas iniciais da corrida eleitoral deste ano.

O calendário do Tribunal Superior Eleitoral prevê convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto, início da propaganda eleitoral em 16 de agosto e exibição do horário eleitoral gratuito de 28 de agosto a 1º de outubro.

Conforme a CNN, os primeiros passos da colaboração foram dados na quinta-feira, com três medidas principais: a definição de que o acordo será conduzido de forma conjunta pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República; a transferência de Vorcaro de um presídio de segurança máxima para a superintendência da PF; e a assinatura do termo de confidencialidade, que oficializou o início das negociações.

A partir de agora, começam as etapas mais complexas: o detalhamento das informações pelo investigado, acompanhado da apresentação de provas, e a negociação das condições de eventual redução de pena, tanto em relação à prisão quanto a multas.

Especialistas em acordos de delação explicam que o prazo varia conforme o volume de informações fornecidas e a capacidade das autoridades de verificá-las. Em casos de grande porte, como o que envolve o banco Master, o período costuma ficar entre três e seis meses. Nesse intervalo, são elaborados os chamados anexos, documentos em que o delator organiza as informações por temas, incluindo nomes de envolvidos e episódios específicos.

Durante a elaboração desses anexos, PF e PGR precisam confrontar as declarações com as provas já existentes e decidir se aprofundam as investigações antes de avançar com novas medidas ou se dão prosseguimento imediato ao acordo.

Apesar da previsão de duração, o cronograma pode sofrer alterações diante de pressões políticas. Fontes relatam que há resistência ao avanço da delação nos três Poderes, especialmente por se tratar de um ano eleitoral. Além disso, o formato inédito de colaboração conjunta entre PF e PGR é apontado como um possível fator de dificuldade, já que historicamente há disputa de protagonismo entre os dois órgãos.

O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que, segundo interlocutores, considera o processo um dos mais relevantes de sua trajetória e não pretende ceder a pressões para reduzir seu alcance.

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