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Seguro derrota extrema direita e vence eleição presidencial em Portugal

Com 99,2% das urnas apuradas, Antônio José Seguro venceu com 66,82% dos votos válidos

Antônio José Seguro é político e professor universitário, com longa trajetória no Partido Socialista
Antônio José Seguro é político e professor universitário, com longa trajetória no Partido Socialista -

Publicado por Iolanda Lima

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O socialista Antônio José Seguro é o novo presidente de Portugal, após o segundo turno das eleições que aconteceu hoje. Ele supera André Ventura, do partido de extrema direita Chega.

O que aconteceu

Com 99,2% das urnas apuradas, Antônio José Seguro venceu com 66,82% dos votos válidos. André Ventura teve 33,18%, segundo o Ministério da Administração Interna.

Seguro já tinha vencido o primeiro turno com 31,11% dos votos. Ventura ficou em segundo, com 23,52%. Projeção divulgada às 17h (horário de Brasília) pela Universidade Católica apontava uma vitória socialista com porcentagem entre 68% e 73%. 

Ventura reconheceu a derrota. Ao sair de uma igreja católica de Lisboa, ele disse que seguirá trabalhando "para conquistar a confiança dos portugueses".

"Este é o resultado. Agora é hora de torcer que Antônio José Seguro faça um governo que corresponda à expectativa. Vou continuar a trabalhar humildemente para conquistar a confiança dos portugueses." disse, André Ventura, candidato derrotado nas eleições de Portugal

Na saída de casa, na cidade de Caldas da Rainha, em Leiria, Seguro afirmou apenas que tinha preocupação com os jornalistas que estavam acompanhando a apuração na chuva, e agradeceu os votos. "O povo português é o melhor povo do mundo", afirmou. Em número absoluto de votos  (quase 3,5 milhões), Seguro passou a ser o candidato mais votado em uma eleição no país, superando Mário Soares, que teve 3,4 milhões de votos em 1991.

Abstenção era grande preocupação em todo o país. Ao todo, 49,89% dos eleitores inscritos não compareceram às urnas. Os dados apontam que as urnas no exterior foram as que tiveram maior abstenção, 95,20%, contando votos nulos e brancos. O voto em Portugal não é obrigatório.

A votação foi adiada em 17 freguesias para semana que vem por causa das chuvas, mas situação não deve alterar resultado. Segundo a CNE (Comissão Nacional de Eleições), o adiamento abrange um total de 37 mil eleitores inscritos. Só que parte do público já havia votado antecipadamente. Em entrevista à emissora de TV estatal RTP, o porta-voz da CNE, André Wemans, disse que essa quantidade representa 0,3% dos votos válidos.

Tempestades atingem Portugal desde a semana passada. A última, de nome Marta, chegou ontem à noite ao país, e provocou chuvas fortes na capital, Lisboa. Ao menos 14 mortes já foram registradas em todo o território continental — Açores e Madeira sofreram menos impactos — e o número de ocorrências relacionadas à tormenta ultrapassa 11 mil. O governo prolongou o estado de calamidade pública até o dia 15 de fevereiro. 

Em pronunciamento no Porto, o primeiro-ministro, Luis Montenegro (PSD), lembrou do esforço que foi viabilizar o segundo turno das eleições, por causa das chuvas. "Garanti, em nome do governo, toda a disponibilidade para trabalhar em prol do futuro de Portugal, com espírito de convergência para resguardar o interesse dos portugueses", disse.

Antônio José Seguro é político e professor universitário, com longa trajetória no Partido Socialista. Foi deputado, eurodeputado, secretário de Estado e ministro-adjunto, além de ter comandado o Partido Socialista por vários anos. Formado em relações internacionais e mestre em ciência política, construiu sua candidatura com discurso de moderação, defesa da estabilidade institucional e valorização do papel do presidente como garantia do regime democrático surgido após a Revolução dos Cravos.

Portugal é uma república semipresidencialista, modelo em que o Poder Executivo é compartilhado entre o presidente da República e o primeiro-ministro. O presidente é o chefe de Estado e tem funções sobretudo institucionais, como garantir o funcionamento regular das instituições democráticas, nomear o primeiro-ministro e promulgar leis aprovadas pelo Parlamento.

Embora não governe no dia a dia, o presidente exerce influência política relevante. Cabe a ele, por exemplo, dissolver o Parlamento e convocar novas eleições em situações de crise, além de vetar leis e atuar como mediador em conflitos entre os poderes. Já o primeiro-ministro, escolhido com base na maioria parlamentar, é responsável pela condução do governo e pela execução das políticas públicas.


Com informações do UOL 

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