Voluntário encontra boné durante buscas por jovem desaparecido no Pico Paraná
Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, está desaparecido desde a madrugada de 1º de janeiro
Publicado: 05/01/2026, 07:54

As buscas por Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, desaparecido no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, tiveram neste fim de semana o reforço de voluntários com experiência em ambientes de montanha. Entre eles está Gilberto Bandeira, ex-atleta da seleção brasileira de pentatlo militar e atleta de corrida de orientação, que participou diretamente das varreduras em um dos trechos mais críticos da trilha.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Gilberto informou que atuou na região conhecida como base dos grampos, considerada uma das partes mais técnicas e exigentes do Pico Paraná. Segundo o voluntário, a área abaixo dos grampos foi percorrida repetidas vezes, com deslocamentos em curva de nível e varreduras contínuas, na tentativa de identificar qualquer vestígio que pudesse indicar o paradeiro do jovem. Veja no vídeo:
Durante o trabalho, Gilberto relatou ter encontrado um boné do Corinthians. Ele explicou que o objeto será verificado para saber se há possibilidade de pertencer a Roberto, procedimento que integra o protocolo adotado durante as buscas. Após essa etapa, o voluntário seguiu para outra frente de trabalho, avançando pela encosta e pelo vale do Cuti, onde percorreu áreas abertas e trechos de mata fechada, incluindo regiões com penhascos e relevo acidentado.
De acordo com o relato, toda a encosta do morro foi rodeada, com inspeção detalhada tanto por dentro da vegetação quanto nas áreas mais expostas. Mesmo após a varredura completa desses pontos, não foram encontrados novos indícios relacionados ao desaparecimento. Na sequência, o voluntário informou que retornaria à região identificada como A1 para verificar trilhas e acessos secundários ainda não inspecionados naquele momento.
As buscas seguem sendo coordenadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, com apoio de montanhistas voluntários capacitados. As equipes continuam atuando em áreas de difícil acesso do parque estadual, com varreduras terrestres e uso de recursos tecnológicos, enquanto familiares acompanham de perto o andamento das operações e aguardam por novas informações.
Informações: XV Curitiba




















