Deputados recorrem ao STF para suspender terceirização de escolas
Projeto de lei foi aprovado em primeira discussão na Assembleia Legislativa do Paraná

Oito parlamentares da 'Bancada de Oposição' da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), somados à assinatura da deputada Mabel Canto (PSDB), protocolaram documento no Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de reverter decisão que autoriza a terceirização das escolas públicas do Estado do Paraná - o projeto de lei foi aprovado em primeira discussão.
No protocolo, o pedido é pela suspensão do PL nº 345/2024, de autoria do Poder Executivo, que tramita em regime de urgência na Alep, até que seja apresentada a estimativa do impacto financeiro que a terceirização deve causar aos cofres públicos estaduais.
O mérito do projeto deve ser analisado na sessão desta terça-feira (4), em Sessão Ordinária a ser realizada de forma híbrida. Neste debate, um dos apontamentos que devem surgir, é que, em 2018, logo após a aprovação da Reforma Trabalhista, o STF decidiu que, na rede pública, ficaria proibida a terceirização de professores.
Em respeito à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), a determinação é que, no magistério, o ingresso na carreira é exclusivo por meio de concurso público de provas e títulos, em todo Brasil.
“O debate deve se estender e entendemos que há muitos defeitos nesse projeto, do jeito que chegou a esta Casa de Leis. Ser contra esse projeto não é pauta com bandeira partidária ou perseguição de sindicalistas, mas um posicionamento que parte de uma análise técnica, séria e responsável, dentro do que prevê a nossa legislação”, alerta o líder da oposição, deputado Requião Filho (PT).
Com informações: Assessoria de Imprensa.





















