Homens que espancaram açougueiro em Jaguariaíva são denunciados pelo MPPR
Ministério Público denunciou os quatro suspeitos por homicídio duplamente qualificado
Publicado: 22/01/2026, 17:04

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou quatro homens por homicídio duplamente qualificado pela morte do açougueiro Alcides Miguel de Castro, de 53 anos, ocorrida após agressões registradas no dia 11 de janeiro, em Jaguariaíva. A Promotoria aponta como qualificadoras o motivo fútil e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com a denúncia, o crime foi cometido por vingança, motivada por um desentendimento anterior envolvendo a vítima e a irmã de um dos acusados. Conforme as investigações, Alcides foi atraído para fora do estabelecimento comercial onde se encontrava e, em seguida, cercado e brutalmente agredido com socos, empurrões e golpes desferidos com uma ripa de madeira. Ele chegou a ser internado, mas não resistiu aos ferimentos.
Dois dos denunciados foram presos em flagrante, com a prisão posteriormente convertida em preventiva. Os outros dois suspeitos também foram identificados ao longo das investigações, que detalharam a participação de cada um no crime.
RELEMBRE O CASO
O açougueiro Alcides Miguel de Castro, conhecido como Cide, morreu no dia 14 de janeiro, após permanecer internado em estado gravíssimo. A agressão ocorreu em frente a um bar localizado na Rua Rafael Petrucci, na região central de Jaguariaíva. Mesmo após cair inconsciente, a vítima continuou sendo golpeada, sofrendo ferimentos severos, inclusive com perda de massa encefálica.
Segundo a Polícia Civil, o homicídio teve origem em um episódio ocorrido no ambiente de trabalho da vítima. Alcides trabalhava em um supermercado e flagrou uma mulher tentando furtar uma peça de carne. A abordagem foi registrada por câmeras de segurança e as imagens acabaram circulando nas redes sociais, o que teria gerado constrangimento à suspeita.
Inconformado com a exposição, o irmão da mulher, junto com um comparsa, teria planejado a emboscada que resultou no ataque fatal. O caso causou comoção e revolta em Jaguariaíva, com manifestações de luto e pedidos de justiça por parte da população. A ação penal agora segue sob responsabilidade do Judiciário.




















