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Guerra no Oriente Médio encarece fertilizantes e pressiona o agro

Conflitos internacionais elevam cotações de nitrogenados e prejudicam as margens de lucro dos produtores de milho e soja no Brasil

Aumento global nos custos de logística e matéria-prima, impulsionado pela guerra, reflete na chegada de insumos mais caros aos portos e armazéns brasileiros.
Aumento global nos custos de logística e matéria-prima, impulsionado pela guerra, reflete na chegada de insumos mais caros aos portos e armazéns brasileiros. -

Publicado por Eduarda Gomes

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A persistência dos conflitos no Oriente Médio está impactando diretamente o bolso do agricultor brasileiro. Segundo relatório da consultoria StoneX, a instabilidade geopolítica mantém os preços dos fertilizantes em patamares elevados no mercado internacional, dificultando as relações de troca para quem produz no Brasil, país que depende fortemente da importação desses insumos.

O grupo dos fertilizantes nitrogenados é o mais afetado pela crise. Desde o início das hostilidades, os preços CFR da ureia saltaram cerca de 63% em território nacional. O nitrato de amônio (NAM) segue um ritmo semelhante, com valorização de 60%, enquanto o sulfato de amônio (SAM) registra alta de 30%. Esse cenário encarece a produção e reduz a rentabilidade das safras. As informações são da CNN Brasil.

Para o produtor de milho, a situação é especialmente crítica. Atualmente, a relação de troca exige cerca de 60 sacas do cereal para adquirir uma única tonelada de insumo, configurando um dos piores índices registrados nos últimos anos. No setor da soja, a demanda por fertilizantes fosfatados também sofre desaceleração, com agricultores adotando uma postura mais cautelosa e adiando as compras.

De acordo com o analista de Inteligência de Mercado Tomas Pernías, da StoneX, a janela de aquisição para a safra de verão, que ocorre no segundo semestre, será o momento de maior pressão. Caso o conflito persista, os produtores terão que decidir entre absorver os custos elevados ou reduzir o uso de tecnologia e adubação, o que pode comprometer o potencial de produtividade das lavouras brasileiras.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Alta nos preços: O conflito no Oriente Médio elevou os preços da ureia e do nitrato de amônio em cerca de 60% no mercado brasileiro.

- Relação de troca: A viabilidade econômica do milho foi prejudicada, sendo necessárias 60 sacas do grão para comprar uma tonelada de fertilizante.

- Risco à produtividade: A volatilidade dos preços pode levar agricultores a reduzirem o uso de insumos na safra de verão, ameaçando o volume total da colheita.

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