Mercado de defensivos agrícolas projeta alta de 8% para a safra 25/26
Recuperação do setor é impulsionada pela soja e pelo milho; faturamento em reais interrompe ciclo de quedas após turbulências pós-pandemia

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas deve registrar um crescimento de 8% em valor na safra 2025/26. A estimativa, realizada pela consultoria Kynetec, aponta que o avanço será sustentado principalmente pelas culturas de soja e milho, diante da expectativa de expansão da área plantada e da necessidade de intensificação do manejo nas lavouras.
O setor vem de um período de recuperação. Na safra 2024/25, o faturamento atingiu R$ 98,7 bilhões, uma alta de 3% frente ao ciclo anterior. Esse resultado interrompeu a queda de 13% registrada em 2023/24. Contudo, quando analisado em dólar, o mercado apresentou recuo de 7% (de US$ 19,4 bilhões para US$ 18,1 bilhões), variação explicada pela desvalorização cambial, com o dólar médio subindo de R$ 4,94 para R$ 5,46 no período.
HISTÓRICO DE OSCILAÇÕES E CUSTOS
O setor enfrentou forte volatilidade nos últimos anos. Entre as safras 2020/21 e 2022/23, o valor de mercado saltou de R$ 61,4 bilhões para R$ 110,1 bilhões, inflado por restrições na oferta global e custos logísticos elevados durante a pandemia. As informações são da CNN Brasil.
Um dos dados mais impressionantes do levantamento mostra que o custo médio das aplicações de herbicidas não seletivos disparou 159% no auge da crise sanitária, passando de R$ 37,68 para R$ 97,60 por hectare. Atualmente, os preços dos insumos passam por uma trajetória de acomodação, mas a área potencial tratada no país continua em expansão, atingindo o recorde de 2,39 bilhões de hectares no último ciclo consolidado.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Expectativa de Alta: O valor de mercado dos defensivos deve crescer 8% na safra 2025/26, consolidando a retomada do setor após quedas recentes.
- Impacto do Câmbio: Embora o faturamento em reais tenha subido na última safra, a valorização do dólar fez com que o faturamento em moeda estrangeira recuasse 7%.
- Custos de Manejo: O setor ainda lida com reflexos do período pós-pandemia, quando o preço de certas aplicações de herbicidas chegou a subir mais de 150%.





















