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Seca avança no Paraná e atinge todas as regiões do estado em março

Novo levantamento do Monitor de Secas indica que o déficit hídrico se expandiu para o Oeste e Noroeste; irregularidade das chuvas no verão e falta de umidade da Amazônia explicam o cenário

Níveis reduzidos em mananciais e solo ressecado evidenciam o avanço da seca moderada no interior do Paraná; fenômeno já afeta o desenvolvimento agrícola e coloca municípios em alerta
Níveis reduzidos em mananciais e solo ressecado evidenciam o avanço da seca moderada no interior do Paraná; fenômeno já afeta o desenvolvimento agrícola e coloca municípios em alerta -

Publicado por Eduarda Gomes

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A atualização mais recente do Monitor de Secas, divulgada na quinta-feira (16), revela um cenário preocupante para o Paraná. Pela primeira vez no recorte de março, todas as regiões do estado registram algum grau de severidade de seca. O levantamento, coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com órgãos como o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), aponta que as regiões Oeste e Noroeste, que anteriormente estavam fora do mapa de criticidade, agora apresentam situação de seca fraca.

Nas divisas com São Paulo, entre os municípios de Sengés e Jacarezinho, houve uma leve melhora, com o recuo da seca grave para moderada. Essa mesma classificação (moderada) também engloba o Vale do Ribeira, o norte do Litoral, a porção que vai do Sul até Pinhão e a extremidade sul do Sudoeste paranaense. Nas demais localidades, o monitoramento indica seca fraca. As informações são da Agência Estadual de Notícias.

FATORES CLIMÁTICOS E IMPACTOS IMEDIATOS

A consolidação da estiagem é reflexo de um verão atípico. Embora janeiro, fevereiro e março sejam historicamente os meses mais chuvosos, o período foi marcado por uma má distribuição das precipitações. Em março de 2026, das 47 estações do Simepar, apenas oito atingiram a média histórica. Cidades como Curitiba, Cascavel, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina registraram acumulados inferiores a 25 mm durante todo o mês.

De acordo com o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, o fenômeno foi causado pelo predomínio de massas de ar seco e pela interrupção do fluxo de umidade vindo da Amazônia. A condição, analisada pelo plataforma de inteligência agroclimática do Simepar (Simeagro), favoreceu muitos dias consecutivos sem chuva, afetando diretamente o vigor das lavouras e o desenvolvimento de culturas como a soja em final de ciclo e o milho safrinha

AÇÕES DE EMERGÊNCIA E PREVISÃO PARA ABRIL

A estiagem já mobiliza a Defesa Civil Estadual, que acompanha 20 decretos de situação de emergência em municípios como Quedas do Iguaçu, Antonina e Santa Helena. Até o momento, foram destinados R$ 324 mil para ações emergenciais de captação de água e doados 57 reservatórios flexíveis para 35 cidades.

A tendência para o mês de abril não é de reversão. A previsão indica que apenas o Litoral deve ter chuvas dentro da média, enquanto o restante do estado, especialmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, deve permanecer com acumulados abaixo do normal. O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, reforça que o monitoramento é constante através do sistema Infohidro, mas apela para o uso consciente da água pela população.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Abrangência: Pela primeira vez em março, 100% do território paranaense apresenta algum nível de seca, com a entrada das regiões Oeste e Noroeste no mapa.

- Causa climática: A baixa pluviosidade é resultado de massas de ar seco e da falta de umidade amazônica, levando cidades a registrarem menos de 25 mm de chuva no mês.

- Resposta governamental: O estado possui 20 municípios em situação de emergência, com repasse de recursos e equipamentos para garantir o abastecimento humano e o combate a incêndios.

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