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Preços de fertilizantes aumentam pela escalada do conflito com Irã

O aumento de preço também se refletiu nas importações para a América do Norte, com os confrontos crescentes no Oriente Médio

Agravamento das tensões provocou uma alta imediata de até 13% no preço da ureia no Egito
Agravamento das tensões provocou uma alta imediata de até 13% no preço da ureia no Egito -

Publicado por Eduarda Gomes

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Alguns preços de fertilizantes subiram após o impacto do conflito crescente no Oriente Médio sobre os suprimentos que passam pelo Estreito de Ormuz, disseram analistas à Reuters na segunda-feira.

O preço da ureia, um fertilizante nitrogenado seco geralmente produzido a partir do gás natural, subiu até 13%, passando de US$485-490 para US$550 por tonelada no Egito, um produtor de ureia, disse Chris Lawson, da consultoria de metais CRU Group.

"Esperamos novos aumentos", disse ele.

O aumento de preço também se refletiu nas importações para a América do Norte, disse o analista Josh Linville, da StoneX, que identificou alta de cerca de US$77, para US$606, na área portuária ao redor de Nova Orleans.

Catar, Arábia Saudita e Irã, três dos dez maiores exportadores mundiais de ureia, enviam seus produtos pelo Estreito de Ormuz, abastecendo um mercado global que já enfrenta dificuldades com a escassez de suprimentos devido à falta de gás natural barato da Rússia para os fabricantes europeus, disse Linville.

"O mundo já está enfrentando dificuldades com o nitrogênio e acaba de sofrer um golpe enorme, no pior momento do ano", acrescentou.

Os agricultores da região central da América do Norte ainda podem receber ureia enviada do Golfo Pérsico hoje, mas o tempo de dois meses entre o carregamento e a chegada ao Meio-Oeste significa que qualquer fechamento prolongado do estreito tornará o fertilizante atrasado demais para os agricultores usarem nesta temporada de plantio, disse Linville.

Se os preços subirem ainda mais, eles podem se tornar inacessíveis para os agricultores, muitos dos quais já estavam projetando perdas na safra deste ano.

Com informações: Forbes Agro/Reuters.

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