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Conab lança plataforma para monitorar áreas de produção de café do Brasil

Companhia e UFMG lançam sistema de rastreabilidade via satélite para garantir acesso do café brasileiro ao mercado europeu

Ferramenta comprova conformidade com leis ambientais e proteção de terras tradicionais
Ferramenta comprova conformidade com leis ambientais e proteção de terras tradicionais -

Publicado por Eduarda Gomes

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou nesta terça-feira uma plataforma para ajudar a monitorar as vastas plantações de café do país e detectar se os grãos estão sendo cultivados em áreas desmatadas a partir de 2020.

A plataforma do parque cafeeiro foi construída em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e combinará bancos de dados do governo e monitoramento por satélite para garantir a rastreabilidade do café, informou a Conab, acrescentando que isso fortalecerá a competitividade da indústria cafeeira brasileira.

O lançamento da plataforma antecede a esperada aplicação da lei anti-desmatamento da União Europeia, conhecida como EUDR, que proibirá as importações de commodities ligadas a terras desmatadas após 31 de dezembro de 2020.

Embora tenha sofrido atrasos, a lei EUDR deve afetar grandes operadores e comerciantes a partir do final deste ano, enquanto as empresas menores terão que se adequar a partir de 30 de junho de 2027.

As exportações brasileiras de café para a UE somam cerca de US$7 bilhões por ano, disse Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), durante uma cerimônia de lançamento da plataforma. "A União Europeia representa aproximadamente 44% do nosso mercado de café", disse Matos.

O Brasil é o maior produtor mundial de café arábica e o segundo maior produtor de cafés canéforas (robusta e conilon). Para 2026, a Conab prevê que a produção total atingirá um recorde de 66,2 milhões de sacas de 60 kg.

A plataforma ajudará a mostrar que o café brasileiro é livre de desmatamento, bem como de invasão de terras pertencentes a comunidades indígenas e quilombolas, disse o presidente da Conab, Edegar Pretto. "O café brasileiro, que é sinônimo de qualidade, agora também será sinônimo de rastreabilidade e confiança", acrescentou Pretto.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Monitoramento e Rastreabilidade: A Conab, em parceria com a UFMG, lançou uma plataforma que utiliza satélites e bancos de dados para monitorar o parque cafeeiro brasileiro. O objetivo é comprovar que os grãos não são oriundos de áreas desmatadas após 2020, além de garantir que não houve invasão de terras indígenas ou quilombolas.

- Adequação à Lei Europeia (EUDR): A ferramenta é uma resposta estratégica à lei anti-desmatamento da União Europeia, que proibirá commodities ligadas ao desmate. O mercado europeu é vital para o Brasil, representando 44% das exportações do setor (cerca de US$ 7 bilhões anuais).

- Produção Recorde e Competitividade: O lançamento ocorre em um momento de otimismo produtivo, com a Conab prevendo uma safra recorde de 66,2 milhões de sacas para 2026. A plataforma visa transformar a qualidade do café brasileiro também em sinônimo de confiança socioambiental no mercado global.

Com informações: Notícias Agrícolas.

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