Custos do feijão recuam no Paraná, mas margem do produtor ainda exige atenção, aponta Cepea | aRede
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Custos do feijão recuam no Paraná, mas margem do produtor ainda exige atenção, aponta Cepea

Levantamento aponta custos de até R$ 5.170 por hectare para a leguminosa no estado

Apesar da alta nos preços em fevereiro, produtores ainda precisam de 40 sacas por hectare para cobrir custos totais
Apesar da alta nos preços em fevereiro, produtores ainda precisam de 40 sacas por hectare para cobrir custos totais -

Publicado por Eduarda Gomes

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Os gastos dos produtores para o cultivo de feijão-preto na metade sul do Paraná estão estimados em R$4.430 por hectare em 2026, valor ligeiramente inferior ao registrado em 2025, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada ( Cepea). Já para o feijão-carioca na região de Curitiba, os custos permanecem nos mesmo patamares de um ano atrás, em R$5.170 por hectare.

Para o cálculo, o Cepea considerou as médias de dezembro e janeiro, levando em conta as compras de todos os insumos e as vendas de toda a produção no mesmo mês.

De acordo com o centro de estudos, as fortes recuperações de preços observadas nos últimos dois meses melhoraram a margem do produtor. No caso do feijão-preto cultivado na metade sul do Paraná, em janeiro, a receita obtida com a venda de 29,67 sacas por hectare, produtividade média considerada no levantamento, seria suficiente para cobrir os custos operacionais de produção.

No entanto, esse resultado ainda não garante rentabilidade plena. Conforme o Cepea, não haveria recursos suficientes para cobrir a depreciação e os custos do capital investido, uma vez que os custos totais são estimados em cerca de 40 sacas por hectare. Além disso, a margem operacional ficou negativa entre abril e dezembro de 2025, evidenciando o período de pressão enfrentado pelos produtores ao longo do ano passado.

PREÇOS DO FEIJÃO-CARIOCA AVANÇAM EM IMPORTANTES PRAÇAS

Levantamento do Cepea também indica valorização no mercado físico do feijão-carioca tipo peneira 12 ou notas 9 ou superior em 20 de fevereiro de 2026.

Em Curitiba, a saca foi cotada a R$ 322,22, com alta diária de 0,92%. Em Itapeva, o valor atingiu R$ 332,97, avanço de 0,95%. No Leste Goiano, a cotação ficou em R$ 310,82, estável no dia. Na Metade Sul do Paraná e no Norte Goiano, a saca foi negociada a R$ 326,00, também sem variação diária. Já no Noroeste de Minas, o preço foi de R$ 325,00, com leve recuo de 0,10%.

O cenário de recuperação recente dos preços contribui para recompor parcialmente as margens, mas, segundo o Cepea, o equilíbrio financeiro do produtor ainda depende de sustentação das cotações e de produtividade suficiente para diluir os custos totais da atividade.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Custos de Produção Estáveis: Os custos por hectare para o feijão-preto no Sul do Paraná estão em R$ 4.430, uma leve queda frente a 2025. Já o feijão-carioca na região de Curitiba mantém o patamar de R$ 5.170/ha.

- Margem do Produtor em Recuperação: A alta recente nos preços melhorou a situação financeira. No feijão-preto, a venda de 29,67 sacas/ha já cobre os custos operacionais, mas ainda é insuficiente para atingir a rentabilidade plena (custo total), que exige cerca de 40 sacas/ha.

- Valorização no Mercado Físico: O feijão-carioca registrou altas em praças importantes como Curitiba (R$ 322,22/saca) e Itapeva (R$ 332,97/saca). Apesar da melhora, o setor tenta reverter o prejuízo acumulado entre abril e dezembro de 2025, quando as margens ficaram negativas.

Com informações: Notícias Agrícolas.

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