Paraná registra melhor desempenho da história para o mês de março na exportação de suínos | aRede
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Paraná registra melhor desempenho da história para o mês de março na exportação de suínos

Impulsionado pelo mercado filipino, o estado embarcou mais de 21,3 mil toneladas; boletim do Deral também aponta alta de 12,8% no preço do leite pago ao produtor

Produção de suínos no Paraná atende padrões internacionais e consolida o estado como líder em embarques para mercados estratégicos na Ásia
Produção de suínos no Paraná atende padrões internacionais e consolida o estado como líder em embarques para mercados estratégicos na Ásia -

Publicado por Eduarda Gomes

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A suinocultura do Paraná alcançou uma marca histórica no fechamento do primeiro trimestre de 2026. Segundo o boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (16), o estado exportou 21,36 mil toneladas de carne suína em março. O volume é o maior já registrado para este mês específico na série histórica e o quarto melhor resultado geral de todos os tempos.

O avanço de 10,1% em relação a março de 2025 foi impulsionado sobretudo pelas Filipinas. O país asiático importou 4,64 mil toneladas, um crescimento expressivo de 86,9% em comparação ao ano anterior. Este desempenho mantém o Paraná em um ciclo de recordes de exportação que vem sendo observado desde julho de 2024. As informações são da Agência Estadual de Notícias (AEN), com base nos levantamentos da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB).

LEITE EM ALTA E CUSTOS NO RADAS

Além dos suínos, o setor lácteo paranaense apresentou números positivos para o bolso do produtor. Na última semana, o valor recebido pelo pecuarista saltou 12,8%, chegando à média de R$ 2,43 por litro. Segundo Thiago De Marchi da Silva, veterinário do Deral, a valorização é explicada pela redução na captação de leite e pelo início da entressafra das pastagens.

Por outro lado, a avicultura enfrenta desafios com a estabilização dos custos de produção. O milho no atacado paranaense subiu 2,5% em março, atingindo R$ 62,92 a saca. Técnicos alertam que o impacto total dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, iniciados em fevereiro, ainda deve ser sentido nos preços dos insumos nos próximos meses.

CAFÉ, SOJA E HORTIFRUTI

No setor cafeeiro, o preço ao consumidor segue alto (R$ 28,56 o pacote de 500g), mas há expectativa de queda para o segundo semestre com a entrada de uma safra volumosa. O preço recebido pelo produtor de café já recuou 27% nos últimos 12 meses. No segmento da soja, o óleo no varejo ficou 2,3% mais barato que a média de 2025, reflexo da retração no preço do grão. Já a couve-flor sofreu alta de 66,7% nas Ceasas desde o início do ano devido ao calor intenso do verão, tendência que deve ser revertida com as temperaturas amenas do outono.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Recorde nos Suínos: Março de 2026 foi o melhor "março" da história para as exportações paranaenses, com destaque para a explosão de demanda das Filipinas.

- Recuperação do Leite: O preço pago ao produtor subiu 12,8% em uma semana, atingindo R$ 2,43 por litro devido à menor oferta no campo.

- Cenário de Insumos: O custo do frango está estabilizado, mas a alta do milho e as incertezas externas (conflito EUA/Irã) mantêm o setor em alerta para os próximos meses.

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