Prefeita Elizabeth avalia estado de greve do Sindserv como ato da oposição política em PG
A prefeita de Ponta Grossa afirma que seu governo tem feito ações voltadas ao desenvolvimento da administração do sistema público municipal, e que atos de caráter público não podem comprometer a gestão "especialmente em ano eleitoral"

A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (União Brasil), pronunciou-se sobre o anúncio do estado de greve do Sindicato dos Servidores de Ponta Grossa (Sindserv) aprovado em assembleia nessa quarta-feira (15), avaliando o movimento como um ato de natureza política por parte da oposição no município.
Aprovado por todos os membros presentes na reunião, o estado de greve está sendo organizado pelo Sindserv relacionado ao pedido de reajuste sobre as tabelas salarias, bem como o aumento do vale-refeição aos servidores municipais. A categoria já havia realizado outra mobilização em frente à sede da Prefeitura na última semana para reforçar esta cobrança.
Prefeita Elizabeth se manifesta
Ao ser comunicada sobre a decisão do Sindserv, o posicionamento de Elizabeth afirma que seu governo tem feito ações voltadas ao desenvolvimento da adminstração do sistema público municipal, e que atos de caráter político não podem comprometer a condução da gestão pública, "especialmente em ano eleitoral", diz a prefeita.
A declaração da gestora do Poder Executivo do Município foi emitida por meio de nota de assessoria de imprensa. No texto, Elizabeth ainda comenta medidas de seu governo, como a criação do vale-refeição e o Plano de Cargos e Salários em Ponta Grossa. A implementação do piso nacional para enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e do magistério para professores municipais também são destacados em sua fala.
Por fim, Elizabeth recupera dados sobre a organização administrativa do Município ao evidenciar os quatro anos de contas aprovadas como provas que validam o compromisso fiscal de seu governo com o sistema público.
Confira o pronunciamento da prefeita Elizabeth na íntegra:
"Trata-se de um movimento de natureza política, coordenado e amplamente divulgado por setores da oposição.
Nos últimos cinco anos, a atual gestão implementou avanços concretos e inéditos no âmbito do funcionalismo público municipal. Dentre as principais medidas, destacam-se a criação do vale-refeição, a instituição do primeiro Plano de Cargos e Salários abrangente para todas as categorias, a organização das regras de progressão e avanço funcional, bem como a realização de contratações em número recorde. Paralelamente, manteve-se rigor absoluto na pontualidade do pagamento dos salários.
A Administração Municipal reafirma seu respeito permanente aos servidores públicos, que sempre foram tratados com dignidade e continuarão sendo. No entanto, é necessário destacar que movimentos de caráter político, especialmente em ano eleitoral, não podem e não irão comprometer a responsabilidade na condução da gestão pública.
O Município de Ponta Grossa apresenta uma trajetória de solidez administrativa, evidenciada por quatro anos consecutivos de contas aprovadas, classificação CAPAG A e reconhecimento nacional pela inovação na gestão e pelo cumprimento de seus compromissos.
Além disso, o Município assegura a aplicação do piso nacional para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, sendo também um dos primeiros do país a implementar o novo piso do magistério para os professores da rede municipal.
A gestão segue comprometida com o equilíbrio fiscal, a valorização responsável do servidor público e a continuidade dos avanços institucionais alcançados".
Servidores pedem melhorias
A greve foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada nessa quarta-feira (15), o que significa que a categoria já entrou em estado de greve a partir desta quinta-feira (16).
Também havia sido acordado na assembleia que, caso administração municipal não se manifeste, a greve será oficializada na próxima quarta-feira, 22, com paralisação total dos serviços no próximo dia 27.
A categoria pede reajuste de 15% sobre as tabelas salariais e aumento de 50% no vale-refeição, e já realizou um outro ato de mobilização em frente à sede da Prefeitura na última semana para cobrar melhorias salariais.
Revisão deve acontecer em maio
Na semana passada, Prefeitura de Ponta Grossa já havia informado ao jornalismo do Grupo aRede que a revisão da data-base está garantida em Lei Municipal e será realizada no mês de maio.
O Executivo também destacou que 4.527 servidores já tiveram a data-base de 2026 resolvida em janeiro, em função de alterações em leis municipais e federais. O grupo inclui professores (3.393 contratos), condutores (203) e técnicos administrativos (931).
Conforme o governo municipal, para definir o reajuste é necessário aguardar a variação da inflação entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026. O índice deve ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre os dias 7 e 10 de maio.





















