UEPG traz pesquisadoras que inspiram um futuro com representatividade | aRede
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UEPG traz pesquisadoras que inspiram um futuro com representatividade

Nesta quarta-feira (11), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, com professoras e alunas

O Pibic-Jr busca despertar a vocação científica em estudantes
O Pibic-Jr busca despertar a vocação científica em estudantes -

Publicado Por Milena Batista

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Na sala de aula, laboratório ou no corredor, o olhar é de admiração – seja de quem ainda é estudante do Ensino Médio ou da pesquisadora de carreira do ensino superior. Nesta quarta-feira (11), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, com professoras e alunas que pesquisam pelo Programa Institucional de Iniciação Científica Júnior (Pibic-Jr), produzem ciência e inspiram pessoas a vislumbrar um futuro com mais representatividade.

A UEPG entende de espaços ocupados por elas: são professoras que orientam alunos de iniciação científica e 20 que estão no Pibic-Jr. Dentre elas, há uma dupla que busca conhecer os microorganismos: a professora Jesiane Batista e a aluna Sofia Petuba Nascimento. Elas atuam no Laboratório de Biodiversidade, no Bloco M. Depois do “boa tarde” efusivo, de quem anda sempre atarefada, a docente já passa as atividades do dia para a orientanda. A dupla investiga a diversidade microbiana nas rochas do Parque Estadual de Vila Velha, realizando isolamento de bactérias a partir de amostras. Sofia prepara e analisa os materiais e trabalha no mesmo ambiente que alunos da graduação até o Doutorado. “Às vezes, é meio louco pensar que eu, tão nova, já estou fazendo parte deste ambiente, que é mais adulto. É muito legal colocar em prática e aprofundar algumas coisas que eu aprendo na escola”, conta. No laboratório, Sofia presta atenção às orientações de Jesiane, enquanto manuseia uma placa de petri na capela de exaustão. Para a professora, a atividade é um meio de popularização da ciência.

“Entender como a ciência funciona é importante para todas as pessoas, independentemente do desejo de seguir na carreira científica ou não”, enfatiza Jesiane. Enquanto Sofia afirma que quer seguir na Psicologia depois do Ensino Médio, Jesiane destaca que entender o método científico desde cedo é uma influência positiva para pesquisadores de qualquer área do conhecimento.

E sobre orientar uma menina que ainda não chegou na graduação? Jesiane sorri: “É um desafio, mas estamos em um ambiente com pessoas que realizam TCC, Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. E isso é muito bom para os Pibic-Jr, pois a gente vê que eles chegam com aquela curiosidade de aprender sobre ciência, isso é muito gratificante”. Para Sofia, a figura da professora Jesiane inspira um respeito e um modelo de como ser mulher pesquisadora. “Ah, ela é um exemplo para mim, como professora e como mulher. Tanto a Jesiane quanto a minha mãe são modelos que eu respeito demais”, conta a aluna.

Sobre ocupar espaços

O Pibic-Jr é uma iniciativa coordenada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), que busca despertar a vocação científica em estudantes de Ensino Médio e Ensino Profissionalizante, com atividades de pesquisa científica ou tecnológica. Os professores da UEPG são os orientadores dos alunos, na proposição de projetos de pesquisa, já os bolsistas atuam em laboratórios da instituição, por oito horas semanais.

Embora sejam áreas do conhecimento distintas, olhar das entrevistadas sobre a pesquisa realizada por mulheres e meninas é basicamente o mesmo: a importância de ocupar espaços. “Ter mulheres em lugares de liderança, na parte administrativa, na sala de aula ou no laboratório é ter alguém que as meninas vão olhar e pensar ‘eu também consigo’. Ocupar espaços é trazer à tona assuntos que são importantes para nós e que antes não eram falados, por isso da importância de projetos como esse”, enfatiza Jesiane. Quando se é mulher na ciência, sempre haverá um desafio: “seja porque você é mãe, ou é jovem demais, ou velha demais, sempre haverá alguém que irá questionar o porquê de você estar ali, por isso da importância de estar em lugares de decisão”, explica Natasha.

Duplamente orgulhosa pela filha e pela orientanda, quando perguntada o que é ser uma mulher na ciência, a professora Petuba suspira, sorri e finaliza: “É construir um conhecimento mais democrático, entender que as mulheres contribuem para o fortalecimento do país, da nação, e eu acho que o mais fundamental mesmo para a gente é inspirar outras mulheres, inspirar outras meninas, inspirar as nossas filhas, inspirar as nossas alunas”.

Informações: UEPG

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