UEPG vai incubar startups com foco em fungos e subprodutos da tilápia | aRede
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UEPG vai incubar startups com foco em fungos e subprodutos da tilápia

As startups Cicatripep e Muush passam por avaliação e receberão apoio da Agência de Inovação da universidade a partir de 2026

A Agipi oferece às empresas incubadas um conjunto de serviços voltados ao fortalecimento e à consolidação dos negócios
A Agipi oferece às empresas incubadas um conjunto de serviços voltados ao fortalecimento e à consolidação dos negócios -

João Victor

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A Agência de Inovação e Propriedade Intelectual da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Agipi) vai incorporar duas novas startups ao seu programa de incubação em 2026. Os projetos Cicatripep e Muush foram aprovados em processo de avaliação e passarão a receber apoio da Incubadora de Projetos Tecnológicos (Inprotec), conforme informações da Agência Estadual de Noticias.

As empresas selecionadas atuarão em frentes distintas da biotecnologia. Enquanto a Cicatripep desenvolve um gel cicatrizante a partir de subprodutos da tilápia, com aplicações iniciais na saúde animal, a Muush aposta em materiais sustentáveis produzidos à base de fungos, voltados especialmente para a indústria da moda.

A Agipi oferece às startups incubadas uma estrutura voltada ao fortalecimento e à consolidação dos negócios, com infraestrutura física e compartilhada, apoio ao planejamento estratégico e acompanhamento do desenvolvimento empresarial. O suporte inclui ainda capacitações, assessorias e consultorias nas áreas de empreendedorismo, tecnologia, mercado, capital e gestão, além da articulação com instituições de ensino, pesquisadores e especialistas e do apoio à captação de recursos junto a agências de fomento e investidores. 

“Estamos muito felizes por receber duas novas empresas que estão tentando se viabilizar para ir ao mercado de produtos inovadores”, afirma o vice-reitor da UEPG e integrante da banca de avaliação, professor Ivo Mottin Demiate. Segundo ele, os projetos aprovados apresentam propostas com forte potencial de impacto. “Uma empresa que trabalha com materiais alternativos e ecológicos, biodegradáveis, sustentáveis a partir de fungos, a Muush; e um outro projeto muito interessante na área de saúde animal, em um primeiro momento, mas que também pode ser expandida para a saúde humana, que é um gel cicatrizante à base de subproduto da tilápia, a Cicatripep”.

O chefe da Incubadora de Projetos Tecnológicos, Carlos Ubiratan da Costa Schier, destaca que o processo de avaliação integra o planejamento estratégico da Inprotec. “O processo de avaliação das potenciais startups significa que a aplicação do planejamento estratégico da Inprotec da Agipi, com vistas a consistir o processo de inovação, empreendedorismo e tecnologia da universidade em relação à comunidade e empresas, está em pleno andamento”, explica. Ele ressalta ainda que, apesar das diferentes áreas de atuação, os projetos podem estabelecer parcerias entre si e com outros setores da universidade.

Em estágio avançado de incubação, as novas empresas ampliam a carteira de startups vinculadas à Agipi e contribuem para a qualificação da agência na busca por certificações Cerne (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos), além de fortalecer a presença da instituição no ecossistema de inovação local, regional e estadual. “Ambas fazem parte do esforço da equipe da Agipi em tornar a agência uma das referências na parceria da universidade com as políticas públicas do Estado em integração com o mercado”, complementa Schier.

Atualmente, a Agipi conta com cinco empreendimentos incubados — Blue Rise, Breven Law, Expurgos, Peplus e Virtwell — e também presta apoio a modelos de negócios em fase inicial, encaminhando projetos para pré-incubação no Centro de Educação Empreendedora (CEE).

A Cicatripep já teve reconhecimento anterior ao ingresso na incubadora. O projeto participou do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), do Governo do Paraná, no qual foi premiado. Agora, o objetivo é avançar da pesquisa acadêmica para a aplicação comercial. “Nosso interesse em procurar a Agipi é a gente tirar do balcão do laboratório e ter esse olhar e experiência mais comercial para nos ajudar a alavancar nosso projeto de uma escala mais acadêmica para uma escala mais comercial”, explica o professor Flávio Luís Beltrame.

Já a Muush desenvolve um biotecido à base de micélio, alternativa sustentável que pode substituir o couro tradicional. A startup surgiu a partir de pesquisas realizadas na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Ponta Grossa. “Eu não vejo sentido em você desenvolver uma empresa, produtos, alternativas, e deixar fechado em quatro paredes dentro das universidades”, afirma Antonio Carlos de Francisco, o professor Tico, um dos fundadores da empresa.

Segundo ele, a incubação em um ambiente de inovação amplia o alcance das soluções desenvolvidas. “Imagine quantas ideias boas nós temos aqui que ficam no papel e que a gente pode tentar colocar para frente. Essa é uma preocupação nossa, de fazer com que isso chegue ao mercado, que melhore a qualidade de vida das pessoas”, destaca. Para o período de incubação, a expectativa é de ampla interação com cursos e áreas da UEPG, visando o desenvolvimento de um portfólio diversificado de produtos.

LEIA ABAIXO O RESUMO DA MATÉRIA: 

- Agipi vai incubar, a partir de 2026, as startups Cicatripep e Muush, voltadas à biotecnologia

- Projetos envolvem gel cicatrizante com subproduto da tilápia e material sustentável à base de fungos

- Incubação fortalece o ecossistema de inovação da UEPG e amplia a atuação da agência no Estado

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