PLATAFORMAS


EDITORIAS


SEÇÕES


PROJETOS


INSTITUCIONAL

Agrária solicita licença para iniciar maltaria em PG

Ponta Grossa

16 de julho de 2021 19:45

Fernando Rogala


Relacionadas

Borracharia pega fogo na região de Uvaranas em Ponta Grossa

Carro capota após acidente na Colônia Dona Luiza em PG

Homem é esfaqueado após briga em PG

Carga balança e caminhão tomba no Contorno Leste
Covid: PG tem mais três óbitos e atinge 52 mil infectados
Regional de PG receberá mais 32,9 mil doses de vacinas
Ciclista fica ferido após acidente da Visconde de Mauá
A Agrária possui uma indústria de malte no município de Guarapuava Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Cooperativas planejam iniciar as obras neste ano, para concluir projeto e começar a produção em setembro de 2023

Para dar início ao investimento bilionário em Ponta Grossa, a Cooperativa Agrária Agroindustrial solicitou, junto ao Instituto Água e Terra (IAT), a licença prévia para a construção da indústria de malte no município. A intenção é que os trâmites documentais sejam resolvidos o mais breve possível, para que as obras tenham início ainda neste ano. A meta é que a maltaria seja concluída em setembro de 2023 e inaugurada no aniversário de 200 anos de Ponta Grossa.

O investimento, que chegará aos R$ 3 bilhões após a conclusão da segunda fase, é fruto da intercooperação capitaneada pela Agrária, de Guarapuava, devido ao seu know how no setor, e que também conta com a participação das cooperativas Bom Jesus (Lapa), Capal (Arapoti), Castrolanda (Castro), Coopagrícola (Ponta Grossa) e Frísia (Carambeí). O empreendimento será construído às margens da PR-151, em um terreno adquirido ao lado da Unidade de Beneficiamento de Leite da Frísia, em frente à indústria da DAF.

Nesta semana, uma comitiva da Prefeitura de Ponta Grossa esteve na maltaria que a Agrária tem em Guarapuava, a convite da Cooperativa. Entre os participantes estiveram a prefeita Elizabeth Schmidt; o secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, José Loureiro; o coordenador de desenvolvimento industrial, Adilson Strack; o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Bruno Costa, entre outros convidados. “Fomos conhecer o que vai ser feito em Ponta Grossa. Tínhamos muitas dúvidas sobre como seria a estrutura, então o presidente da cooperativa (Jorge Karl) convidou a prefeita e nós para ver como vai ser”, explica José Loureiro.

De acordo com Loureiro, neste primeiro momento de investimento, cujo valor aplicado girará na casa de R$ 1,5 bilhão, tornará a unidade apta para produzir uma quantidade de malte que se aproxima do que hoje é produzido pela Agrária em Guarapuava, planta que é reconhecida como uma das maiores maltarias da América Latina. “Hoje a Agrária produz lá 360 mil toneladas por ano de malte de cevada. Em Ponta Grossa, a produção vai ser de 280 mil toneladas, então vamos ter uma estrutura quase igual a deles. Inclusive eles têm um laboratório, que vai ser montado aqui também, para desenvolver os produtos”, ressaltou o secretário.

Questionado sobre os principais destinos do investimento da empresa na cidade, Loureiro destacou, além de todo o maquinário, o silo gigante que será construído. Isso porque toda a produção anual de cevada será armazenada neste silo – afinal, a cevada é um cultivo de inverno, que é colhida, em sua maior parte, em outubro. “O silo é gigante, para armazenar toda a produção de cevada, a qual, durante todo o ano, vão transformado em malte, que é ensacado e enviado para as fábricas”, informa Loureiro.


Aporte movimentará a economia regional

O secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, José Loureiro, ressaltou que esse investimento vai causar uma grande transformação econômica para a cidade. Isso porque a geração de emprego e movimentação de renda vai muito além dos postos de trabalho diretos que serão criados. “O que vai movimentar de emprego direto, é impressionante, porque vai envolver toda a área do campo”, disse Loureiro, lembrando esse incentivo gerado junto a agricultores da região para triplicar a área plantada de cevada nos Campos Gerais nos próximos anos. “Então haverá a movimentação maior de trator, que precisará de mais combustível, de caminhões, de mão de obra... Então vai movimentar todo o mercado”, conclui. 

PUBLICIDADE

Recomendados