Pediatra fala sobre cuidados com as crianças na pandemia

Ponta Grossa

28 de maio de 2020 17:46

Dhiego Tchmolo


Relacionadas

UEPG abre inscrições para Vestibular EaD neste sábado

Guarda Municipal interdita pista de skate em Oficinas

Batida entre carro e moto deixa ferido na Carlos Cavalcanti

GM prende rapaz com cocaína, maconha e ecstasy
Gestante fica ferida após batida no Jardim Paraíso
Prefeito promete interditar pista de skate em Oficinas
PG terá amplitude térmica de 19ºC nesta sexta
Médico do Bom Jesus/Consaúde explica métodos a serem aplicados com os pequenos Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Doutor Carlos Magno do Hospital Bom Jesus/Consaúde explica sobre medidas de proteção, uso de máscaras e como cuidar dos pequenos em casa

Com a pandemia do novo coronavírus, o cenário social e a rotina de todos mudou. Isso afeta diretamente a um grupo específico: as crianças. Para que os pais e responsáveis saibam como lidar com os pequenos e tomar as medidas necessárias durante a atual crise, o médico pediatra doutor Carlos Magno do Hospital Bom Jesus e do Consaúde concedeu uma entrevista exclusiva ao portal aRede na tarde de quarta-feira (27).

O primeiro ponto que o pediatra desta é em relação a mudança que a pandemia causou: muitas vezes os pais trabalham em casa, além de terem que cuidar das tarefas domésticas (e profissionais), cuidando das crianças 24 horas por dia. Sem escolas e avós, que são grupos de risco, mãe, pai e responsáveis precisam ser reinventar na pandemia – e o doutor Carlos Magno cita como proceder nesse caso.

“Não podemos subestimar a criança: a primeira coisa que a gente tem que fazer é tentar explicar numa linguagem simples, clara para as crianças que moram com a gente o que está acontecendo. Ela precisa saber porque não pode mais sair de casa, não está tendo mais aula, não pode brincar com o amiguinho que brincava sempre”, explica o pediatra.

Assim, deve-se estabelecer a rotina, que seja acordada com a criança, durante o isolamento social. Também, devem ser tomados os cuidados de higiene comum a todos durante a pandemia. O doutor lembra que, até o momento, não há medicamentos e vacinas. Outros aspectos a serem levados em conta é a utilização de máscaras ao sair de casa, mas principalmente optar por ficar dentro da residência.

A higiene das mãos, pelo fato de muitas crianças serem transmissoras assintomáticas, também são essenciais. Uso de água e sabão por 40 a 60 segundos, ensinar a utilizar o álcool em gel e tomar medidas higiênicas, apontar que elas não devem levar a mão ao rosto, além de mostrar como espirrar e tossir corretamente são primordiais para as crianças, conforme elenca o médico pediatra.

Máscaras

Carlos Magno também cita sobre uma dúvida pertinente: crianças menores de dois anos devem ou não usar máscaras? “O que é recomendado hoje? Que as crianças menores de dois anos são as que tem alguma dificuldade de entendimento sobre o porquê ela está usando a máscara. Temos duas características de proteção: utilizar a máscara para evitar a dispersão de gotículas e evitar tocar o rosto para que as mãos que estão sujas com as mucosas não aumentem o risco de contaminação”, conta.

Segundo o especialista, há a dificuldade de compreensão de crianças menores de dois anos, elas acabam se irritando com a masca, pela falta de entendimento – o que, consequentemente, fará com que ela leve a mão ao rosto, aumentando o risco de infecção. Para isso, novamente, Carlos Magno cita que é preciso deixar os pequenos em casa para que eles não sejam infectados. Se precisar sair e não ter com que deixar, utilizar a máscara quando necessário e higienizar as mãos das crianças.

Outros pontos

Para complementar, o médico pediatra cita que os estudos com a Covid-19 são recentes e, com crianças, são mais difíceis e burocráticas. “O que se tem visto é que as crianças apresentam sintomas mais leves, ou em estados moderados, ou são assintomáticas: não apresentam sintomas, mas portam o vírus”, pontua o pediatra, elencando que recém-nascidos e crianças com comorbidades são os principais grupos de risco entre os jovens.

Ainda, o doutor Carlos Magno cita que muitos casos são tratados em casa e que alguns medicamentos podem contribuir para tratar a febre, como Paracetamol e Dipirona. O pediatra aponta que Ibuprofeno não é recomendado, pois pode causar alguns efeitos nas crianças. Caso seja diagnosticado, o pequeno paciente poderá cumprir isolamento social de 14 dias em quadros leves ou ser encaminhado ao hospital de referência em casos moderados ou graves.

Assista a live completa e veja todos os detalhes passados pelo médico pediatra Dr. Carlos Magno clicando aqui.

PUBLICIDADE

Recomendados