Fiep critica avanço de PECs sobre fim da escala 6x1
Para a entidade, a medida avança mesmo diante de alertas feitos por representantes do setor produtivo e por estudos econômicos sobre possíveis efeitos negativos.

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) criticou a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados de considerar admissíveis as propostas de emenda à Constituição (PECs) que tratam da redução da jornada de trabalho no Brasil, aprovada nesta quarta-feira (22). Para a entidade, a medida avança mesmo diante de alertas feitos por representantes do setor produtivo e por estudos econômicos sobre possíveis efeitos negativos. As informações são de Assessoria
Desde o início do debate, a Fiep tem se posicionado contra as propostas, tanto em manifestações públicas quanto em articulações no Congresso. A avaliação é de que, nos moldes atuais, a redução da jornada pode elevar custos para as empresas, reduzir a competitividade, desestimular investimentos e afetar o emprego formal.
A entidade também chama atenção para o parecer do relator na CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), que citou um estudo feito pela própria Fiep em parceria com a Tendências Consultoria. O levantamento indica que a mudança pode levar à perda de Produto Interno Bruto (PIB) no curto prazo, sem garantia de criação de empregos, além do risco de aumento da informalidade e demissões que podem atingir cerca de 1,5 milhão de trabalhadores formais.
Para a Fiep, esses pontos mostram que o tema precisa ser debatido com mais profundidade, levando em conta a realidade da indústria brasileira e os níveis de produtividade do país. A federação defende que mudanças nas relações de trabalho sejam feitas por meio de negociação coletiva, com maior flexibilidade e segurança jurídica, respeitando diferenças entre setores e regiões.
Com a etapa da admissibilidade concluída na CCJ, as propostas seguem agora para análise em uma comissão especial e, depois, para votação no plenário da Câmara. A Fiep afirma que continuará acompanhando a tramitação e mantendo sua posição contrária às PECs. Caso avancem, a entidade defende a adoção de medidas que reduzam possíveis impactos sobre a indústria, o emprego e a economia.
Por fim, a federação reforça a necessidade de um debate mais amplo, com participação de diferentes setores da sociedade e sem influência de interesses eleitorais, buscando soluções que priorizem produtividade, geração de empregos e desenvolvimento econômico.





















