Dados do Master recebidos pela CPMI do INSS chegam a 30 GB de material | aRede
PUBLICIDADE

Dados do Master recebidos pela CPMI do INSS chegam a 30 GB de material

O ministro do STF André Mendonça determinou uma filtragem das informações por parte da PF; dados foram entregues nesta quarta (4)

Parlamentares durante reunião da CPMI do INSS
Parlamentares durante reunião da CPMI do INSS -

Publicado por Iolanda Lima

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O pacote de dados compartilhados com a CPMI do INSS (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre o caso Banco Master chega a quase 30 gigabytes de material, segundo apurou a CNN Brasil. Os documentos foram entregues à comissão nesta quarta-feira (4), segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Os arquivos, que estavam sob custódia da Presidência do Congresso, foram encaminhados nesta quarta-feira (4) à PF (Polícia Federal) e passaram por uma filtragem de informações por ordem do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do caso Master.

O presidente da CPMI do INSS celebrou a chegada dos documentos por decisão de Mendonça e ressaltou a importância da comissão se debruçar sobre as informações relacionadas ao dono do Master, Daniel Vorcaro, preso novamente nesta quarta-feira. A intenção da CPMI é ouvir o banqueiro sobre contratos de empréstimos consignados de aposentados e pensionistas, sem confirmação de autorização dos descontos.

“As informações voltaram para quem deveria por direito, desde o início, poder fazer a investigação”, afirmou o senador em vídeo compartilhado.

Como mostrou a CNN, a CPMI do INSS aguardava o material para que a área técnica dê início ao cruzamento das informações obtidas a partir das quebras de sigilo bancário e telemático.

O acesso ao volume de informações deverá reforçar o pedido para que a CPMI do INSS seja prorrogada. O colegiado tem prazo para concluir os trabalhos no dia 28 de março. A cúpula da CPMI defende a extensão da comissão por mais 60 dias, mas relata encontrar resistência.

Mendonça havia determinado que a PF, após receber os arquivos, deveria mantê-los sob custódia e organizá-los, observando rigorosamente as garantias fundamentais, a preservação da intimidade, a cadeia de custódia da prova e as regras de compartimentação já estabelecidas pelo Supremo.

Na primeira decisão na ação que investiga a fraude financeira, Mendonça restringiu o acesso da cúpula da PF aos detalhes do inquérito do Banco Master e do empresário Daniel Vorcaro. De acordo com interlocutores do ministro, não se trata de um ato específico contra o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, mas de uma técnica de compartimentação da informação adotada como padrão pelo magistrado em todos os processos.


Com informações da CNN Brasil 

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right