Exportações brasileiras de genética bovina crescem 29%
Setor de inseminação artificial registra avanço histórico com foco em tecnologia e eficiência produtiva; Ruanda é o novo mercado aberto para o sêmen nacional

O setor de genética bovina no Brasil vive um período de forte expansão, consolidando a tecnologia como peça central da pecuária moderna. De acordo com o relatório trimestral da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as exportações de sêmen bovino saltaram 29%, atingindo a marca de 598,72 mil doses enviadas ao exterior.
O crescimento não se restringiu ao mercado externo. A oferta total de doses no Brasil (soma da produção nacional e importações) registrou alta de dois dígitos. A produção brasileira cresceu 12,46%, chegando a 23 milhões de doses, enquanto a importação de genética estrangeira subiu 26,71%. Conforme informações divulgadas pela CNN Brasil, o desempenho reflete uma mudança estrutural no campo, onde a genética, embora represente menos de 2% do custo de produção, é vista como o investimento de maior potencial de retorno.
EFICIÊNCIA E NOVOS MERCADOS
O uso da inseminação artificial já alcança 81% dos municípios brasileiros. A demanda foi puxada principalmente pela pecuária de corte, que sozinha consumiu 19 milhões de doses (alta de 8%). Outro destaque é o crescimento do sêmen sexado, tecnologia que permite escolher o sexo do animal e projeta um crescimento global de 11,1% ao ano até 2033.
A expansão internacional ganhou um novo capítulo em março de 2026. O governo brasileiro concluiu as negociações para a abertura do mercado de Ruanda, na África Central. Para o presidente da ASBIA, Luis Adriano Teixeira, o cenário é de otimismo, pois o desempenho reflete o avanço tecnológico, a maior adesão dos produtores às biotecnologias reprodutivas e a busca contínua por ganho de produtividade.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Salto nas Exportações: O envio de sêmen bovino ao exterior cresceu 29%, impulsionado pela qualidade da genética brasileira.
- Adoção Tecnológica: A inseminação já está presente na maioria dos municípios do país e atinge mais de 21% das fêmeas em idade reprodutiva (matrizes).
- Novas Fronteiras: Além do crescimento em mercados consolidados, o Brasil oficializou a exportação de genética bovina para Ruanda, ampliando a presença na África.





















