Nova cultivar de feijão carioca é lançada no polo do IDR em PG | aRede
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Nova cultivar de feijão carioca é lançada no polo do IDR em PG

Denominada ‘Quiriquiri’, ela se destaca pela alta produtividade, resistência a doenças e escurecimento lento. Para os consumidores, a nova cultivar se destaca pelo cozimento rápido, em 19 minutos, resultando em caldo espesso e aroma agradável

Fernando Rogala

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Foi oficialmente lançada na manhã dessa quinta-feira (26), em Ponta Grossa, no Polo de Pesquisa e Inovação do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), uma nova cultivar de feijão. Denominada ‘IPR Quiriquiri’, ela pertence ao Grupo Carioca e é o resultado de anos de trabalho da equipe de melhoramento genético da instituição. A cerimônia de lançamento contou com a presença de lideranças do Estado e de toda a região, além de empresários, produtores rurais e parceiros do IDR-Paraná.

Natalino Avance de Souza, presidente do IDR-Paraná, destacou que o novo cultivar se destaca pela alta produtividade, que alcançou uma média de 4,6 mil quilos por hectare em áreas experimentais, o que representa benefícios aos produtores rurais. “Nós estamos apresentando um produto que, em determinadas situações, pode dar o dobro da produtividade normal. Isso é mais renda no bolso dos agricultores. Nós estamos apresentando um produto que, pelas condições que tem aqui, tem mais tempo de prateleira, e isso valoriza a produção”, detalha.

Além disso, no campo, o novo cultivar apresenta resistência às principais doenças que ocorrem na cultura, apresentando resistência às principais doenças da cultura, como ferrugem, oídio e mosaico comum, além de moderada resistência à antracnose e mancha angular. A cultivar também se destaca por outras inúmeras qualidades, como explica a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino.

“O Quiriquiri se destaca das demais cultivares pelo escurecimento lento do tegumento. É uma variedade que pode ficar armazenada por um período de até 12 meses sem escurecer. Outra grande vantagem é apresentar um ciclo semiprecoce, em torno de 74 a 84 dias. O que isso significa? Facilita o agricultor inserir a cultura do feijão em diferentes épocas, em diferentes sistemas de produção”, argumenta a pesquisadora, revelando que é uma cultivar bastante adaptada para a região.

Para consumidores, o Quiriquiri tem de tudo para conquistar a preferência dos brasileiros, por todas as suas características no fogão, no prato e no paladar. “Com relação à qualidade culinária, é uma variedade que também traz vantagem para o consumidor, porque cozinha super-rápido. O tempo de cozimento é em torno de 19 minutos e apresenta um teor de proteína em torno de 22%. Após cozido, apresenta um caldo espesso e os grãos continuam inteiros e também apresenta um aroma agradável”, diz ela. “Muito bom de campo, de comércio e de panela”, acrescenta.

REFERÊNCIA

O desenvolvimento das pesquisas em feijão coloca o IDR-Paraná como referência nacional no assunto, elogia o presidente da instituição. “O IDR hoje, sendo uma instituição de Governo, está contribuindo com a agricultura do Brasil inteiro. Hoje você tem cultivares entregues pelo IDR plantadas em todos os estados brasileiros. E a gente se sente feliz, o Estado se sente feliz; nós estamos ajudando a projetar o Paraná como o supermercado do mundo”, completa Natalino.

PRAZOS

O Quiriquiri chegará até os produtores ainda neste ano, para ser semeado já na próxima safra de verão, explica José dos Santos Neto, assessor estadual do Programa Grãos. “Nós vamos passar agora as sementes da cultivar IPR Quiriquiri para os nossos parceiros. Então, o IDR Paraná tem empresas licenciadas para fazer a multiplicação dessa cultivar: eles vão multiplicar e vão disponibilizar para os agricultores sementes certificadas com origem genética. Daqui a seis meses, essa semente já estará disponível para os agricultores”, informa.

PRODUTORES

Por parte dos produtores, há um grande ânimo quanto às características do novo produto. Laurival Pontarollo, produtor de feijão e empresário, dono da Feijão Pontarollo, que participou do evento, afirma que já embala cultivares elaboradas pelo IDR, como a ‘Águia’, e reforçou as características do Quiriquiri. “Eu já fiz o teste de cozimento e o produto é muito bom (...). Eles trabalham muito em cima da qualidade e o conseguir segurar a cor do feijão no pacote, isso é muito interessante. E a importância é que poderemos vender numa qualidade diferenciada também”, destacou.

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