Soja recua em Chicago com baixa demanda chinesa e câmbio valorizado
Contratos de curto prazo sofrem maior pressão na CBOT; milho e trigo seguem caminho oposto e fecham o dia em alta

O mercado futuro da soja encerrou a sessão desta terça-feira (24) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato para entrega em maio recuou 0,73%, cotado a US$ 11,5500 por bushel. O movimento reflete, principalmente, a frustração do setor com a redução das compras por parte da China, que tem demonstrado menor apetite no mercado internacional de curto prazo.
Além do fator chinês, a valorização do câmbio exerceu pressão sobre as cotações. Com o real mais forte, a soja brasileira ganha competitividade frente ao produto norte-americano, o que reduz a demanda pelos grãos dos Estados Unidos. Segundo Victor Cazzo, sócio-diretor da Venda na Hora Certa, esse cenário alterou o padrão de negociação. "Os contratos mais curtos passaram a cair com mais intensidade nos momentos de baixa e a subir de forma mais limitada nos períodos de recuperação", afirmou.
As informações, publicadas pela CNN Brasil, indicam ainda que o mercado já antecipa o relatório de intenções de plantio do USDA, previsto para 30 de março. A expectativa é de que os produtores norte-americanos reduzam a área de milho em favor da soja, o que pode aumentar a oferta da oleaginosa no próximo ciclo.
MILHO E TRIGO EM ALTA
Diferente da soja, o milho fechou o dia com avanço de 0,65% (US$ 4,6250/bushel), impulsionado justamente pela perspectiva de menor área plantada nos EUA e pela alta de 4,5% no petróleo, que favorece o setor de etanol. Já o trigo registrou valorização de 0,38% (US$ 5,9000/bushel), recuperando perdas anteriores em meio à volatilidade dos fundos de investimento e às tensões geopolíticas globais.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Queda da Soja: Recuo de 0,73% em Chicago motivado pela baixa demanda da China e maior competitividade do grão brasileiro.
- Fator Macro: Alta do petróleo acende alerta para custos de fertilizantes, podendo alterar as decisões de plantio na safra dos EUA.
- Cereais em Alta: Milho e trigo fecharam o dia no azul, refletindo riscos geopolíticos e possíveis cortes na oferta futura de milho.




















