Paraná celebra Ano Internacional da Mulher Agricultora Familiar
Gestão feminina comanda 40 mil propriedades e lidera 86% das famílias em programas de renda

Em 2026 celebra-se o Ano Internacional da Mulher Agricultora Familiar. No Paraná, o marco é acompanhado por números que comprovam a transição do papel feminino nos bastidores para a gestão direta das propriedades rurais. Sob o lema "Sem violência, com justiça climática e democracia", entidades como a FETAEP e o IDR-Paraná apresentam campanhas que reforçam essa evolução.
De acordo com o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná conta com mais de 40 mil mulheres no comando de propriedades rurais, o que representa 13,4% do total de unidades do estado. A representatividade política também cresceu: segundo o Sistema FAEP, nos Sindicatos Rurais estaduais, a ocupação feminina na presidência subiu de 7% em 2020 para 12% em 2025. Além disso, mais de 65% das associações sindicais do campo paranaense possuem comissão local de mulheres.
INVESTIMENTOS E CRÉDITO RURAL
O acesso a recursos financeiros é um dos principais motores da autonomia. Dados do IDR-Paraná detalham o volume de recursos movimentados pelas produtoras:
- Pronaf: Em 2024, 1.569 mulheres acessaram o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, somando R$ 99.132.242,00 em investimentos.
- Renda Agricultor Familiar: O programa, que atende famílias em vulnerabilidade, registrou até fevereiro de 2023 que 86% das 8.208 famílias beneficiadas são chefiadas por mulheres.
- Fomento Rural: Desde 2017, o projeto financiou 1.954 iniciativas, sendo 81% lideradas por produtoras.
- Cooperativismo: Somente em 2024, as ações de assistência técnica do estado envolveram 350 mulheres em processos de gestão coletiva e sindicalismo.
AÇÕES ESTRATÉGICAS
Para marcar o 8 de março (Dia Internacional da Mulher) e o Ano Internacional da Mulher Agricultora Familiar, a FETAEP, em parceria com o Senar-PR, iniciou em março de 2026 uma rodada regional em todo o estado. O objetivo é distribuir materiais técnicos e promover selos de reconhecimento para as guardiãs de sementes e saberes tradicionais.
Além da produção, o foco das entidades para este ano inclui a Justiça Climática e a Autonomia Financeira, garantindo que a tecnologia e a assistência técnica cheguem de forma equitativa às mulheres que lideram cadeias como a do café, da agroindústria e da pecuária.
Com supervisão: Rodolpho Bowens.





















