Projeto de lei propõe uso de IA para reduzir custos e aumentar eficiência no setor rural paranaense
Texto é de autoria dos deputados estaduais Alexandre Curi (PSD), Gugu Bueno (PSD) e Maria Victoria (PP).

A Assembleia Legislativa do Paraná analisa um projeto de lei que propõe utilizar inteligência artificial para reduzir custos e aumentar a eficiência na logística do setor agrícola paranaense. O PL 61/2026; de autoria da mesa executiva da Casa, formada pelos deputados estaduais Alexandre Curi (PSD), Gugu Bueno (PSD) e Maria Victoria (PP); foi protocolado nessa semana.
O texto estabelece objetivos como otimizar rotas de escoamento, reduzir custos logísticos, minimizar perdas no transporte e no armazenamento e estimular parcerias com universidades, centros de pesquisa, cooperativas e empresas de tecnologia. A iniciativa também prevê prioridade para pequenos e médios produtores, garantindo que a inovação chegue a quem mais precisa no dia a dia.
Segundo o presidente da Assembleia, Alexandre Curi, o PL é um instrumento de política pública que pode assegurar que pequenos e médios agricultores também tenham acesso às novas tecnologias, para planejar melhor a produção, escoar com segurança e agregar valor aos seus produtos. “É preciso colocar a inovação a serviço de quem produz e move a economia do Estado. Vivemos um tempo em que é necessário reduzir custos e desperdícios, evitar emissões de poluentes e, em paralelo, tornar a produção rural eficiente e competitiva”, declarou.
“A logística é um dos principais gargalos do agro, e usar inteligência artificial é uma forma prática de reduzir custos, evitar perdas e ganhar eficiência. A ideia é aplicar tecnologia para organizar o escoamento, a armazenagem e o transporte, garantindo que essa inovação chegue também aos pequenos e médios produtores. O Paraná já é referência no agro e pode avançar ainda mais usando dados, planejamento e inteligência para fortalecer quem produz”, comentou o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Gugu Bueno.
A deputada Maria Victoria afirma que a logística é um dos pontos que mais impactam a competitividade do agro paranaense e do agro brasileiro. O projeto de lei, segundo ela, busca ampliar o acesso à inovação e enfrentar perdas com inteligência, dados e eficiência.
“O objetivo é usar as ferramentas de inteligência artificial para antecipar riscos, organizar armazenagem, o escoamento e reduzir custos que hoje pesam no bolso dos produtores, dos pequenos aos grandes”.
SOLUÇÕES
O projeto de lei abre espaço para que o Estado estimule e organize o uso de soluções de Inteligência Artificial aplicadas à logística rural, como: algoritmos para planejamento e logística com base em clima, calendário de colheita e risco de pragas; monitoramento em tempo real de estradas, condições climáticas, gargalos de transporte e armazenamento.
Também a utilização de plataformas digitais integradas conectando produtores, transportadoras, cooperativas e mercados consumidores e mapeamento logístico regional com dados georreferenciados para apoiar decisões, investimentos e rotas mais eficientes.
Outro ponto é a participação do setor produtivo na construção das soluções, com medidas como consultas públicas e audiências regionais, canais permanentes de comunicação, comitês locais de inovação e assistência técnica para capacitação e uso efetivo das ferramentas.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Inovação Legislativa: A Assembleia Legislativa do Paraná analisa o PL 61/2026, que propõe o uso de Inteligência Artificial para modernizar a logística agrícola, otimizando rotas de escoamento e reduzindo custos operacionais no estado.
- Foco na Inclusão e Eficiência: O projeto prioriza o acesso de pequenos e médios produtores às novas tecnologias, visando reduzir perdas no transporte e armazenamento, além de diminuir a emissão de poluentes e aumentar a competitividade do setor.
- Soluções Práticas e Colaboração: A proposta prevê o uso de algoritmos para monitoramento em tempo real (clima, estradas e pragas) e a criação de plataformas integradas entre produtores e cooperativas, contando com a participação ativa do setor produtivo por meio de consultas públicas.
Com informações: ALEP/PR.




















