Diocese de Ponta Grossa celebra Missa do Crisma na Catedral
Celebrada nesta quinta-feira, Missa do Crisma inclui a bênção dos santos óleos e a renovação das promessas sacerdotais

O perfume do óleo consagrado, o silêncio atento da assembleia e a renovação de promessas que atravessam gerações. Na Missa do Crisma, também conhecida como Missa dos Santos Óleos, a Igreja se reúne ao redor do bispo para recordar que sua missão nasce da unção e se sustenta no serviço. Mais do que um rito, a celebração revela a unidade da diocese e o chamado de cada batizado a participar da vida de Cristo.
Na manhã desta quinta-feira, 2 de abril, às 9h, na Catedral Sant’Ana, em Ponta Grossa, a Diocese de Ponta Grossa viveu esse momento central da vida litúrgica, sob a presidência do bispo diocesano, Dom Bruno Elizeu Versari. A celebração contou também com a presença do bispo emérito, Dom Sergio Arthur Braschi, cuja participação foi marcada por alegria e comunhão.
Durante a celebração ocorre a benção dos óleos dos enfermos e catecúmenos e a consagração do óleo do crisma. Os Santos óleos acompanham a vida cristã em diferentes momentos. O óleo do Crisma expressa a plenitude do Espírito Santo e é utilizado na Confirmação e na Ordenação. O óleo dos catecúmenos simboliza a força de Deus na preparação para o Batismo. Já o óleo dos enfermos é sinal de consolo e fortaleza diante da doença e do sofrimento.
Na mesma celebração, os sacerdotes renovam as promessas feitas no dia de sua ordenação, reafirmando o compromisso de servir ao povo de Deus com fidelidade. É um gesto que torna visível a unidade do presbitério em torno do bispo e recorda que o ministério nasce da entrega e da intimidade com Deus.
Em sua homilia, Dom Bruno conduziu a assembleia a uma reflexão sobre o sentido do ministério sacerdotal à luz do Evangelho. Recordando as palavras de Jesus, destacou que a missão da Igreja não é algo do passado, mas realidade viva que continua a se atualizar na história.
Ao dirigir-se especialmente aos padres, Dom Bruno lembrou que o ministério não pode ser reduzido a uma função ou rotina. É necessário cultivar a intimidade com Deus, fonte de toda fecundidade pastoral. “Quando se reza pouco, o resultado do trabalho é mínimo. Quando se reza bastante, o resultado é abundante”, afirmou, convidando os sacerdotes a uma vida espiritual profunda e constante.
A presença de Dom Sergio marcou a celebração de forma especial. Ao final, o bispo emérito dirigiu uma saudação aos presentes, recordando o significado daquele dia: “É o dia em que Jesus instituiu o nosso serviço ministerial ao povo de Deus”. Ele também desejou a toda a Diocese um abençoado Tríduo Pascal e uma Santa Páscoa.
Em vídeo publicado nas redes sociais da Diocese de Ponta Grossa, Dom Sergio expressou a alegria de poder retornar à celebração junto ao clero e aos fiéis. “É um momento de grande alegria para mim, poder concelebrar e estar próximo dos sacerdotes e de todo o povo de Deus”, afirmou. Dom Bruno, por sua vez, destacou a importância da presença do bispo emérito, recordando sua trajetória na Diocese e comparando a missão episcopal a uma corrida de revezamento, em que o bastão é transmitido de um pastor a outro.
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DO CRISMA AO TRÍDUO PASCAL
A Missa do Crisma introduz a Igreja no coração da Semana Santa, o tempo mais importante do ano litúrgico. A partir dela, os fiéis são convidados a acompanhar mais de perto os últimos passos de Jesus, em celebrações que não são apenas memória, mas atualização do mistério pascal.
Na Quinta-feira Santa, a Igreja celebra a Missa da Ceia do Senhor. É o dia da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, quando Jesus, reunido com os discípulos, partilha o pão e o vinho e lava os pés, ensinando que a autoridade cristã nasce do serviço. Ao final dessa celebração, o Santíssimo Sacramento é levado para um lugar de adoração, iniciando um clima de recolhimento.
A Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que não se celebra a Missa. A Igreja silencia diante da morte de Cristo. Nesse dia, a celebração é chamada Ação Litúrgica da Paixão do Senhor e é composta pela liturgia da Palavra, pela adoração da cruz e pela comunhão com hóstias consagradas no dia anterior. A ausência da Missa expressa de forma profunda o luto da Igreja e a contemplação do sacrifício de Jesus, que entrega sua vida na cruz.
O Sábado Santo é marcado pelo silêncio e pela espera. A Igreja permanece junto ao sepulcro, em atitude de vigília. À noite, celebra-se a Vigília Pascal, considerada a mais importante de todo o ano litúrgico. Nela, a luz do Círio Pascal rompe a escuridão, a Palavra de Deus percorre a história da salvação e os sacramentos da iniciação cristã são celebrados, anunciando que Cristo ressuscitou.
O Domingo da Páscoa do Senhor é a celebração da vida nova. A ressurreição de Jesus é proclamada como centro da fé cristã, sinal de que a morte não tem a última palavra e de que toda a criação é chamada à esperança.
Ao final da Missa do Crisma, celebrada nesta quinta-feira, Dom Bruno dirigiu um convite a todos os fiéis para viverem intensamente os dias centrais da fé cristã. Retomando o sentido da celebração que reuniu o clero e o povo de Deus em unidade, o bispo destacou a importância da participação nas comunidades durante a Semana Santa. “Celebrem bem a Páscoa. Participem do Tríduo: quinta, sexta, sábado e domingo. Que Jesus ressuscitado ilumine a vida de todas as pessoas”, motivou.
CONFIRA UM RESUMO DA NOTÍCIA:
- A Missa do Crisma reuniu fiéis e clero na Catedral Sant’Ana, em Ponta Grossa, destacando a unidade da Diocese e a importância da unção na vida cristã.
- Durante a celebração, foram abençoados os óleos sagrados e os sacerdotes renovaram suas promessas de ordenação, reforçando o compromisso com o serviço religioso.
- O rito marca o início do Tríduo Pascal, período central da fé cristã que relembra a paixão, morte e ressurreição de Jesus.
























