Lago de Olarias 2 retomará as obras em breve, diz secretário de Projetos | aRede
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Lago de Olarias 2 retomará as obras em breve, diz secretário de Projetos

Em entrevista ao Grupo aRede, o secretário municipal Edgar Hampf conta que novas intervenções no complexo de lagos de Olarias devem mostrar à população como o segundo lago ficará; gestor também detalhou projeto do Jardim Botânico em Oficinas

O espaço destinado ao lago "2" em Olarias
O espaço destinado ao lago "2" em Olarias -

Lilian Magalhães

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O complexo dos lagos de Olarias passará por novas intervenções, conforme informações do secretário municipal de Projetos Estratégicos, Edgar Hampf. Em entrevista concedida à equipe de Jornalismo do Grupo aRede nesta sexta-feira (30), o gestor de projetos de Ponta Grossa afirmou que o "Lago 2" passará por intervenções físicas nos próximos dias, incluindo a definição da lâmina de água, que determina a profundidade da água na bacia.

Edgar conta que os ponta-grossenses devem ver "muito movimento" na região, e a partir destas ações e serviços de engenharia que já podem ser feitos no local, a população começará a ter uma visão de como o segundo lago vai ficar. "Não significa que já terá água nele", brincou o gestor ao explicar que as intervenções acontecem dentro de alguns dias, juntamente com o avanço das etapas documentais e de licenciamento ambiental deste espaço.

Lago "2" é uma necessidade para o município

O secretário enfatizou que, apesar de associados à recreação, o complexo de lagos em Ponta Grossa é obra de saneamento. "O lago 2 é uma necessidade, não uma questão estética. Já o lago 1 precisa passar por manutenções. O Lago de Olarias é entendido como uma área de lazer, mas não é, ele foi construído para evitar enchentes", diz. Portanto, a promoção do convívio, da prática de esportes, do exercício cultural e a contemplação da paisagem é uma consequência da obra que reconquistou a área. "O local prejudicava a cidade esteticamente e em mobilidade, sendo um desafio para várias ligações de bairro. Foi preciso ter coragem para investir e realizarmos as alterações, o que tornou Olarias em área mais nobre", avalia Edgar.

VÍDEO
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Confira a entrevista completa no Portal aRede. | Autor: aRede.info
 

O lago 1 também deve passar por novas intervenções. Atualmente, o espaço se encontra totalmente assoreado, o que o secretário reconhece não ser positivo para a vida silvestre e para a função do lago, que é ser uma forte ferramenta para o efeito 'cidade esponja', que tem como objetivo controlar grandes volumes de água, principalmente em episódios de chuva. "Isso evita desalojamentos e alagamentos, mas para a estratégia do primeiro lago, ficamos entre 15 a 20 anos para vê-lo tomar forma", explica Edgar. 

Em processo de recuperação desde outubro do último ano, o Lago de Olarias teve seu volume de água rebaixado de forma expressiva. Reportagens anteriores da equipe de Jornalismo do Grupo aRede revelaram a quantidade de lixo irregular descartado no lago, como pneus e garrafas. Retirados os materiais, a prefeita municipal Elizabeth Schmidt (União Brasil) se pronunciou denunciando as ações que colocam em risco a estratégia do cuidado ao meio ambiente que o lago exerce. O secretário ainda afirma estar buscando, junto a engenheiros e órgãos da cidade como as secretarias do Meio Ambiente, Infraestrutura e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan) soluções inovadoras e eficazes para otimizar o funcionamento do complexo de lagos na região.

O projeto do Jardim Botânico de Ponta Grossa.
O projeto do Jardim Botânico de Ponta Grossa. |  Foto: Divulgação/PMPG.
  

Novas informações sobre o Jardim Botânico

Com relação ao mais recente projeto anunciado para o município, o Jardim Botânico de Ponta Grossa, Edgar é positivo sobre a execução do projeto, e afirma que, assim que aprovado, a implantação do parque deve ser realizada em até 24 meses. O secretário explica que o projeto, pensado prioritariamente por seu aspecto ambiental, também atravessa questões da educação, saúde e qualidade de vida para os munícipes.

Até o momento, o projeto do Jardim Botânico não teve nenhum custo: o desenho foi realizado por servidores do Iplan, e o terreno foi cedido ao Município sem ônus para a cidade. O parque, que deve conectar vetores de desenvolvimento da região, como o Parque Linear, está em etapa de finalização de detalhamentos do projeto e captação de recursos. Já, sobre o outro trecho do terreno com os barracões e trilhos inativos, que hoje está em tramitação para também ser cedido ao Município, é um processo que, conforme o secretário, deve levar mais tempo.

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