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Câmara de PG vai aos bairros para reduzir isolamento institucional

Entre as principais iniciativas está o Programa “Câmara nos Bairros”, que leva sessões e atividades do Legislativo para todas as regiões da cidade

Sessão do Câmara nos Bairros lotou ginásio de esportes da Escola Municipal Raul Pinheiro Machado
Sessão do Câmara nos Bairros lotou ginásio de esportes da Escola Municipal Raul Pinheiro Machado -

Da Redação

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A sensação de isolamento do Legislativo em relação à realidade dos bairros sempre foi uma crítica recorrente feita pelo cidadão à Câmara Municipal de Ponta Grossa. Para reduzir essa distância, a instituição passou a ampliar ações presenciais e mecanismos de escuta direta da população, buscando compreender de forma mais concreta as demandas locais.

A presença itinerante permite identificar necessidades específicas de cada região e avaliar como decisões legislativas impactam diferentes comunidades. Essa aproximação contribui para evitar que o debate público fique restrito ao ambiente institucional e distante do cotidiano da população.

Entre as principais iniciativas está o Programa “Câmara nos Bairros”, que leva sessões e atividades do Legislativo para todas as regiões da cidade. Em 2025, foram realizadas 4 edições em bairros diferentes, criando espaços diretos de diálogo entre vereadores, técnicos da Câmara e moradores. A proposta é ouvir demandas, esclarecer dúvidas e aproximar o funcionamento do Legislativo da realidade local. Em 2026, a iniciativa será ampliada com o “Câmara na Roça”, que garantirá a execução de sessões legislativas nos três distritos de Ponta Grossa.  

Outra frente de atuação é o Programa “Câmara Jovem”, voltado à aproximação com estudantes e jovens do município. Em 2025, cinco sessões foram realizadas, permitindo que os alunos conhecessem o funcionamento do Legislativo e participassem de debates sobre temas de interesse público. Para este ano, a previsão é multiplicar o programa, com atuação direta junto a comunidades e instituições de ensino.

Além disso, a Câmara tem promovido audiências públicas constantes e fortalecido o relacionamento institucional, com visitas técnicas a entidades públicas e representantes da sociedade civil organizada, como associações, conselhos, sindicatos e instituições de ensino. O objetivo é criar canais permanentes de diálogo e troca de informações sobre demandas e projetos em discussão.

Segundo o presidente da Câmara, Julio Küller, a escuta ativa é uma necessidade operacional para melhorar a qualidade das decisões. “Decisões tomadas sem conhecer a realidade local tendem a gerar insatisfação e desconfiança”, afirma.

As ações presenciais complementam os canais digitais e ampliam as formas de participação, alcançando cidadãos que não acompanham o Legislativo por meios eletrônicos. Para este ano, a Câmara prevê a ampliação dos programas, com maior presença nas comunidades, escolas e entidades representativas.

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