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Nova subvariante da Covid-19 tem 75 mutações e já circula em 23 países

Linhagem da Ômicron apresenta alterações na proteína Spike, mas não há indícios de maior gravidade até agora; vacinas seguem protegendo contra formas graves

Chamada de “Cicada”, a linhagem BA.3.2 já apareceu em pelo menos 23 países
Chamada de “Cicada”, a linhagem BA.3.2 já apareceu em pelo menos 23 países -

Publicado Por Milena Batista

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Uma nova subvariante da COVID-19 já foi identificada fora do Brasil e está sendo acompanhada por pesquisadores. Chamada de “Cicada”, a linhagem BA.3.2 já apareceu em pelo menos 23 países e chama atenção pela grande quantidade de mutações.

Conforme o g1, os dados iniciais indicam que ela não está relacionada ao aumento de casos graves ou de internações, mantendo o comportamento observado nas subvariantes mais recentes da Ômicron.

A BA.3.2 não é uma nova variante independente, mas sim uma sublinhagem da Ômicron, resultado do processo natural de evolução do vírus. Desde o surgimento dessa variante, o coronavírus passou a sofrer mudanças mais graduais, acumulando mutações que ajudam na sua adaptação e continuidade de circulação.

Uma das principais diferenças da “Cicada” está na proteína Spike — estrutura usada pelo vírus para invadir as células humanas. Essa subvariante apresenta cerca de 75 mutações nessa região, o que pode favorecer o chamado escape imunológico, permitindo que o vírus infecte até pessoas vacinadas ou que já tiveram a doença anteriormente. Ainda assim, isso não significa maior gravidade dos casos.

Em relação aos sintomas, não há mudanças relevantes até o momento. O quadro clínico segue semelhante ao das versões recentes da Ômicron, incluindo febre, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço, geralmente com manifestações leves.

As vacinas continuam sendo eficazes, principalmente na prevenção de formas graves da doença, internações e mortes. Mesmo com as mutações, os imunizantes ainda oferecem proteção significativa, especialmente nos meses seguintes à aplicação.

Até agora, também não há evidências de aumento na gravidade dos casos associados à nova subvariante. Em alguns países, observa-se apenas uma possível maior incidência proporcional entre crianças, hipótese que ainda está em análise.

No Brasil, a presença da BA.3.2 ainda não foi oficialmente confirmada. No entanto, especialistas consideram provável que a subvariante chegue ao país, já que demonstrou rápida disseminação em nível internacional.

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