Huçulak apresenta projeto para que pets possam ser enterrados junto a seus tutores
Iniciativa alinha a legislação estadual às significativas mudanças na relação entre seres humanos e animais ocorridas nos últimos anos

A deputada estadual Márcia Huçulak (PSD) apresentou, nesta segunda-feira (23/02), à Assembleia Legislativa do Paraná projeto de lei que prevê autorização para que cães e gatos possam ser enterrados em jazigos de seus tutores no Paraná.
De acordo com a deputada, o objetivo é alinhar a legislação estadual à nova realidade: nas últimas décadas, a relação entre seres humanos e animais de estimação passou por significativa transformação.
“Muitos pets passaram a fazer parte efetiva do núcleo familiar; houve uma mudança muito acentuada dos costumes sociais”, diz Márcia. “Além desse ponto, há um crescente reconhecimento, inclusive jurídico, da importância do bem-estar animal e dos vínculos afetivos.”
Segundo Márcia, uma vez aprovado, o texto fará com que o Paraná avance em condutas mais humanizadas e sensíveis, compatíveis com os tempos atuais. “A proposta abre a possibilidade de uma alternativa de despedida digna e amorosa a companheiros com os quais a relação, em muitos casos, durou vários anos, repleta de carinho e parceria mútua”, defende Márcia.
Encaminhamento
A iniciativa não impõe novas obrigações aos municípios, além da autorização da prática, caso o titular do jazigo assim o requeira.
O texto, que será apreciado pelos demais deputados e deputadas, estabelece que os critérios sanitários e demais procedimentos serão definidos pelos serviços funerários locais e que todos os custos decorrentes do sepultamento serão arcados pela família titular da concessão do jazigo.
Os cemitérios privados poderão instituir normas próprias em suas dependências, desde que observado o ordenamento jurídico vigente.
Cenário evoluiu
As mudanças na relação entre seres humanos e animais de estimação ocorreram em várias frentes nos últimos anos.
Durante a pandemia de covid-19, por exemplo, cresceu significativamente o número de adoções de pets, que se tornaram parceiros muito presentes e efetivos no enfrentamento da solidão e da ansiedade geradas, para muitas pessoas, pela necessidade de maior isolamento social.
A legislação contra maus-tratos e em prol do bem-estar animal foi aprimorada. Além disso, os pets passaram a ocupar papel relevante em inúmeras decisões de âmbito familiar — como comemorações, mudanças de rotina e viagens. Em casos de separação, decisões sobre guarda compartilhada tornaram-se mais comuns. Aumentou, ainda, a atenção com cuidados, alimentação e saúde animal, com atendimentos mais especializados. “Temos toda uma nova configuração”, resume Márcia.
Com informações da Alep.





















