Teatro de Tibagi recebe exposição de fósseis de 260 milhões de anos | aRede
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Teatro de Tibagi recebe exposição de fósseis de 260 milhões de anos

A atividade integra as ações de divulgação científica previstas no licenciamento ambiental da obra e tem como objetivo aproximar a população do patrimônio paleontológico existente na região

Haverá exposição de fósseis encontrados no acompanhamento da construção da Linha de Transmissão Ponta Grossa
Haverá exposição de fósseis encontrados no acompanhamento da construção da Linha de Transmissão Ponta Grossa -

Publicado Por João Iansen

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O Teatro Municipal de Tibagi recebe, no dia 22 de janeiro, às 10h, a Educação Patrimonial de Paleontologia, com exposição de fósseis e palestra educativa sobre os achados realizados durante o acompanhamento da construção da Linha de Transmissão Ponta Grossa – Assis.

A atividade integra as ações de divulgação científica previstas no licenciamento ambiental da obra e tem como objetivo aproximar a população do patrimônio paleontológico existente na região, revelando um passado que remonta a cerca de 260 milhões de anos, quando Tibagi era fundo de mar.

De acordo com o paleontólogo Henrique Zimmermann, da empresa NASOR – Paleontologia e Geologia, o trabalho acompanha toda a execução da linha de transmissão, justamente para garantir a preservação desse patrimônio. “Nós acompanhamos todas as obras da linha de transmissão que vai de Ponta Grossa, aqui no Paraná, até Assis, em São Paulo. A nossa função é seguir a obra e verificar a ocorrência de fósseis, porque quando são escavadas as fundações das torres, muitos fósseis acabam aparecendo”, explica.

Segundo ele, a região atravessada pela linha é extremamente rica em registros fossilíferos. “Esse acompanhamento faz parte do licenciamento ambiental e o nosso trabalho é garantir que esses fósseis não sejam perdidos durante a obra”, destaca.

Henrique relata ainda que, ao longo do trabalho, já foram encontrados mais de 3 mil fósseis, principalmente de animais marinhos, preservados nas rochas da região. “Nós coletamos esse material e ele será enviado para uma universidade, onde ficará guardado e disponível para estudos ao longo de gerações”, afirma.

Uma das etapas fundamentais do projeto, segundo o paleontólogo, é justamente compartilhar esse conhecimento com a população. “Fazer a divulgação para a comunidade local é essencial, para que as pessoas conheçam os fósseis da região e a história do território onde vivem. Para essa exposição, vamos selecionar alguns exemplares que representam bem esse conjunto”, explica.

Durante a palestra, o público poderá conhecer amostras reais dos fósseis encontrados e entender como funciona o trabalho de resgate e preservação realizado durante grandes obras. “Vamos mostrar o material coletado, explicar como é o nosso trabalho no campo e apresentar alguns fósseis para que as pessoas possam ver de perto”, convida Henrique.

A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Tibagi, por meio da Gerência de Cultura, que cedeu o espaço para a realização da atividade. Para o gerente de Cultura, Jean Taques, ações como essa fortalecem o vínculo da comunidade com sua própria história. “A Prefeitura apoia esse projeto e disponibiliza o Teatro porque acredita na importância de as pessoas conhecerem a história da cidade e da região. Entender esse passado tão antigo ajuda a valorizar ainda mais o nosso território e o patrimônio que ele guarda”, destaca.

O evento é gratuito e aberto ao público, sendo uma oportunidade única para estudantes, professores e toda a comunidade conhecerem de perto parte da história natural de Tibagi e da região dos Campos Gerais.

RESUMO

Exposição paleontológica: O Teatro Municipal de Tibagi sediará, no dia 22 de janeiro, uma palestra e exposição de fósseis de aproximadamente 260 milhões de anos encontrados na região.

Patrimônio preservado: Mais de 3 mil fósseis, principalmente de animais marinhos, foram resgatados durante a construção de uma linha de transmissão entre Ponta Grossa (PR) e Assis (SP).

Divulgação científica: O evento gratuito busca aproximar a comunidade da história natural local, apresentando o trabalho de resgate realizado e garantindo que o material coletado seja destinado a estudos universitários.

Com informações da assessoria de imprensa.

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