Exportações de mel recuam 49% e setor enfrenta incertezas logísticas
Paraná mantém vice-liderança nacional, mas sofre com protecionismo nos EUA e riscos de conflitos globais

O mercado brasileiro de mel "in natura" atravessa um período de forte retração. No primeiro trimestre de 2026, o país exportou 4.562 toneladas, uma queda de 49,5% em relação ao mesmo período de 2025 (9.040 t). A receita total caiu 43,7%, fechando em R$ 78,2 milhões (US$ 15,8 milhões). O Paraná, segundo maior exportador do Brasil, viu seu volume recuar 48,5% (804 t) e sua receita baixar para R$ 13,5 milhões (US$ 2,739 milhões).
O principal fator é a dependência dos Estados Unidos, que absorvem 58,2% do mel nacional. Apesar de a Suprema Corte americana ter derrubado o "tarifaço" de 50% em fevereiro de 2026, os efeitos do protecionismo ainda persistem, com o volume para os EUA caindo 66% no trimestre. Por outro lado, o preço médio nacional da tonelada subiu 11,5%, atingindo R$ 7.197,81 (US$ 3.471,99).
O Departamento de Economia Rural (Deral) alerta para riscos geopolíticos futuros. Um agravamento de conflitos envolvendo EUA, Israel e Irã pode elevar custos de seguros, fretes e combustíveis, prejudicando a recuperação do setor apícola paranaense. As informações são do Boletim Semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado nesta quinta-feira (23).
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- As exportações brasileiras e paranaenses de mel recuaram cerca de 49% em volume no primeiro trimestre de 2026.
- O Paraná é o 2º maior exportador de mel do país (804 toneladas), atrás apenas de Minas Gerais (1.616 t).
- A queda de tarifas nos EUA abre perspectiva de melhora, mas o setor teme alta nos custos logísticos por tensões geopolíticas.





















