Cooperativas propõem Plano Safra de R$ 674 bilhões para o ciclo 2026/2027 | aRede
PUBLICIDADE

Cooperativas propõem Plano Safra de R$ 674 bilhões para o ciclo 2026/2027

Setor pleiteia R$ 520 bilhões para custeio, R$ 154 bilhões para investimentos e solicita reforço recorde na equalização de juros para enfrentar o cenário de Selic elevada

Cooperativas buscam protagonismo no financiamento rural para garantir a manutenção da produção frente ao aumento dos custos operacionais e financeiros
Cooperativas buscam protagonismo no financiamento rural para garantir a manutenção da produção frente ao aumento dos custos operacionais e financeiros -

Publicado por Eduarda Gomes

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Em um movimento para tentar blindar o setor produtivo contra os altos custos financeiros, as cooperativas agropecuárias e de crédito apresentaram uma proposta ambiciosa para o Plano Safra 2026/2027. O documento prevê recursos totais de R$ 674 bilhões, o que representaria um salto significativo em relação aos R$ 594 bilhões destinados na safra anterior (2025/2026).

O diagnóstico do setor é de que o crédito rural tradicional tem perdido espaço devido às taxas de juros proibitivas, tornando as cooperativas o principal canal de sobrevivência para pequenos e médios produtores. A proposta, elaborada pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), divide o montante em R$ 520 bilhões para custeio e comercialização, R$ 154 bilhões para investimento e agroindustrialização e R$ 27 bilhões destinados exclusivamente à equalização de juros. As informações foram divulgas pelo portal CNN Brasil.

TAXAS E LIMITES

A proposta sugere uma graduação das taxas de juros de acordo com o perfil do produtor:

- Pronaf: Taxas entre 0,5% e 6% ao ano, com limites de contratação subindo para a faixa entre R$ 400 mil e R$ 700 mil.

- Pronamp: Taxa fixa de 8% ao ano para custeio e investimento, com limites de até R$ 2 milhões no custeio e R$ 800 mil para investimentos.

- Demais produtores: Taxas de até 11% ao ano, com teto de R$ 6 milhões para custeio.

No campo dos investimentos, o setor sugere 10% ao ano para o Moderfrota e Proirriga; 8% para o RenovAgro (com projetos coletivos de até R$ 45 milhões); 9% para o PCA (Armazéns) e 11% para as linhas Prodecoop e Procap-Agro Giro.

REFORMAS ESTRUTURAIS E SUSTENTABILIDADE

Além do volume financeiro, as cooperativas pedem ajustes nas regras de enquadramento, argumentando que os valores atuais estão defasados pela inflação dos custos de produção. Entre as solicitações estão o aumento do limite de renda bruta anual do Pronaf (de R$ 500 mil para R$ 750 mil) e do Pronamp (de R$ 3,5 milhões para R$ 4 milhões). Outro ponto crucial é a permissão de acesso pleno ao Pronaf para cooperativas compostas por 60% ou mais de agricultores familiares.

Na área de infraestrutura, a proposta inova ao pedir a inclusão de armazenagem frigorificada como item financiável pelo PCA, que teria dotação de R$ 9 bilhões. O RenovAgro, focado em práticas sustentáveis, teria R$ 10 bilhões reservados para execução via cooperativas.

DESAFIO FISCAL

Apesar da pressão do setor, que responde por mais de 50% da safra de grãos e é a única presença financeira em 464 municípios brasileiros, o governo federal sinaliza cautela. O cenário de Selic elevada encarece a equalização de juros feita pelo Tesouro Nacional. Sem um reforço orçamentário considerável, a tendência é que o Plano Safra oficial siga apenas a correção inflacionária, o que pode manter o crédito restrito e caro para o produtor final.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Volume Recorde: Pedido de R$ 674 bilhões para superar o crescimento marginal e garantir capilaridade via cooperativas.

- Foco no Pequeno e Médio: Proposta de juros entre 0,5% e 8% para Pronaf/Pronamp e atualização dos limites de renda para enquadramento.

- Modernização e Seguro: Inclusão de armazenagem frigorificada no PCA e pedido de R$ 8,5 bilhões para o seguro rural no biênio 2026-2027.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right