Preços globais de alimentos voltam a subir e ligam alerta para inflação do setor
Puxado por cereais e açúcar, índice internacional registra alta pelo segundo mês consecutivo sob pressão da crise energética e tensões geopolíticas

O índice mundial de preços de alimentos voltou a subir em março, consolidando o segundo mês seguido de alta e superando o patamar registrado no mesmo período do ano passado. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o indicador agora está 1% acima do nível de um ano atrás, refletindo a instabilidade nos mercados de commodities agrícolas e o encarecimento dos insumos produtivos.
A pressão sobre o custo dos alimentos tem sido alimentada diretamente pelo setor energético. Com a valorização do petróleo, que avançou 5,1% apenas em março e já acumula alta superior a 13% em doze meses, os custos de logística e produção dispararam. Esse cenário é agravado por conflitos geopolíticos que geram incertezas sobre o fornecimento global de fertilizantes e combustíveis. As informações são do Agrolink.
Máximo Torero, economista-chefe da FAO, alertou que a continuidade das tensões globais pode forçar uma mudança drástica nas decisões dos produtores rurais. Com margens de lucro reduzidas, agricultores podem optar por diminuir o uso de tecnologia e fertilizantes ou até reduzir a área plantada, o que comprometeria a oferta futura.
Entre os subgrupos, o destaque de alta ficou com o açúcar (7,2%) e o trigo (4,3%), este último impulsionado pela seca nos EUA e pelo plantio reduzido na Austrália. Em contrapartida, o arroz registrou queda de 3%, beneficiado por uma demanda global menos aquecida no curto prazo.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Tendência de Alta: O índice de alimentos da FAO subiu pelo segundo mês consecutivo, impulsionado pela energia cara e por gargalos logísticos internacionais.
- Vilões do Mês: O açúcar liderou as altas (7,2%), seguido pelos cereais (1,5%), com o trigo sendo pressionado por problemas climáticos em grandes exportadores.
- Risco na Produção: Especialistas alertam que o alto custo de produção pode levar a uma menor oferta de alimentos nos próximos ciclos, mantendo os preços pressionados.




















