Alta na energia pressiona custos de produção e inflação dos alimentos
Relatório do Rabobank alerta que volatilidade global eleva gastos com transporte e insumos, mas exportações do agro seguem equilibrando as contas do país

O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário de dualidade em 2026. De um lado, a escalada das tensões no Oriente Médio impulsionou os preços da energia, gerando um efeito cascata que encarece desde a produção no campo até o transporte de mercadorias. Segundo relatório do banco Rabobank, essa pressão já se reflete na inflação. O IPCA-15 de março subiu 0,44%, impulsionado principalmente pelos alimentos in natura.
Apesar da alta nos custos, o setor mantém sua resiliência graças à demanda interna aquecida, sustentada por níveis recordes de renda média e massa salarial no Brasil, e ao desempenho robusto das exportações, que continuam sendo o principal pilar de equilíbrio das contas externas brasileiras. As informações são da CNN Brasil.
Para 2026, o Rabobank projeta um crescimento do PIB de 1,6% e uma inflação de 4,4%. O banco destaca que, embora o custo de produção suba, o Brasil pode se beneficiar parcialmente como exportador de commodities em meio às incertezas globais. O déficit em conta corrente, estimado em US$ 64,2 bilhões (2,6% do PIB), é considerado administrável diante do fluxo de capital atraído pela pauta exportadora do agronegócio.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Pressão Energética: A alta nos preços de energia e combustíveis eleva diretamente os custos de produção e logística, acelerando a inflação de alimentos no Brasil.
- Consumo Resiliente: A massa salarial recorde no país sustenta a demanda interna por alimentos, ajudando a absorver parte dos custos mesmo com juros elevados.
- Equilíbrio Externo: O agronegócio segue crucial para a balança comercial, garantindo a entrada de dólares e mantendo o déficit nas contas externas em níveis controlados.




















