Ambev lança nova política comercial para incentivar a produção de cevada no Sul do Brasil | aRede
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Ambev lança nova política comercial para incentivar a produção de cevada no Sul do Brasil

Empresa assegura parte do valor da colheita e vincula o restante ao preço do trigo para garantir rentabilidade e reduzir dependência de importações

Produção de cevada no Rio Grande do Sul utiliza a nova variedade ABI Valente, desenvolvida para aumentar a produtividade e a qualidade cervejeira
Produção de cevada no Rio Grande do Sul utiliza a nova variedade ABI Valente, desenvolvida para aumentar a produtividade e a qualidade cervejeira -

Publicado por Eduarda Gomes

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Com o início do ciclo de inverno no Sul do país, a cevada assume um papel estratégico no campo, ocupando áreas que antes ficavam ociosas ou eram destinadas exclusivamente ao trigo. Para fortalecer esse elo, a Ambev, maior indústria cervejeira do Brasil, estruturou uma nova política comercial que visa dar mais segurança financeira ao agricultor e fomentar a expansão do cereal, essencial para um país que ocupa o posto de terceiro maior produtor de cerveja do mundo.

A nova estratégia define que 50% do valor da colheita da cevada cervejeira terá um preço pré-definido de R$ 75 por saca, valor estabelecido para cobrir os custos de produção, especialmente em um momento de queda no preço do trigo (atualmente em cerca de R$ 58 no Rio Grande do Sul). A outra metade do pagamento seguirá a cotação de mercado do trigo, principal concorrente da cevada nas áreas de cultivo. Segundo Edivan Panisson, diretor de Suprimentos e Sustentabilidade da Ambev, o objetivo é garantir a previsibilidade sem perder a lógica de mercado. As informações são da CNN Brasil.

Atualmente, a Ambev importa 50% da cevada que utiliza e busca, com esses incentivos, reduzir a dependência externa e os custos logísticos. O foco principal são produtores num raio de até 200 quilômetros de suas maltarias, como a de Passo Fundo (RS). O modelo de negócio inclui a garantia de compra de 100% da produção; grãos que não atingem o padrão cervejeiro são adquiridos para uso como forrageira. No Paraná, a empresa mantém uma parceria de longa data com a cooperativa Agrária, que possui uma planta em Guarapuava e outra em Ponta Grossa (Maltaria Campos Gerais), garantindo a compra de todo o malte produzido.

PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO E DESAFIOS CLIMÁTICOS

A previsão para 2026 é de crescimento. O Paraná deve semear 111,3 mil hectares (alta de 7,3%), enquanto o Rio Grande do Sul deve atingir 34,5 mil hectares (aumento de 9,9%). Apesar do potencial, o pesquisador da Embrapa Trigo, Aloisio Vilarinho, alerta que o clima do Sul continua sendo o principal entrave, com geadas tardias e excesso de chuva na fase de colheita prejudicando a qualidade dos grãos. Para mitigar esses riscos, a Ambev homologou a cultivar ABI Valente, que promete ser 16% mais produtiva e mais resistente a doenças.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Nova Política: A Ambev garante R$ 75 por saca em metade da produção e vincula a outra metade ao preço do trigo para assegurar o lucro do produtor.

- Redução de Importação: A meta é diminuir os 50% de cevada importada, focando em produtores próximos às fábricas para otimizar a logística.

- Inovação Tecnológica: O uso da nova semente ABI Valente busca entregar grãos 15% maiores e reduzir a aplicação de defensivos agrícolas no campo.

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