Feijão inicia o ano com melhora na margem ao produtor no Paraná
Recuperação dos preços fortalece resultado operacional, mas receita ainda não cobre todos os custos totais de produção

A margem do produtor de feijão apresentou melhora neste início de ano no Paraná, impulsionada pela recuperação dos preços nos últimos dois meses. Os dados são da equipe de custos agrícolas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), conforme informações do Portal Agro Regional.
No caso do feijão preto, cultivado na metade sul do Estado, os desembolsos estão estimados em R$ 4.430,00 por hectare, valor ligeiramente inferior ao registrado em 2025. Já para o feijão carioca, na região de Curitiba, os custos permanecem em patamar semelhante ao do ano passado, em R$ 5.170,00 por hectare. Para o levantamento, o Cepea considerou as médias de dezembro e janeiro, com base nas aquisições de insumos e nas vendas totais da produção no mesmo período.
Segundo os pesquisadores, a reação positiva dos preços contribuiu para melhorar o resultado operacional. No feijão preto, considerando a produtividade média de 29,67 sacas por hectare em janeiro de 2026, a receita obtida com as vendas seria suficiente para cobrir os custos operacionais.
Entretanto, o montante arrecadado não seria suficiente para cobrir os custos totais da atividade, estimados em cerca de 40 sacas por hectare, que incluem depreciação e remuneração do capital investido. O levantamento aponta ainda que, entre abril e dezembro de 2025, até mesmo a margem operacional foi negativa.
No caso do feijão carioca na região de Curitiba, a venda de 28 sacas por hectare em janeiro de 2026 permitiria cobrir os custos operacionais e gerar margem operacional de 20,7% — o melhor resultado desde maio de 2025 e superior aos 5,6% registrados em janeiro do ano anterior. Ainda assim, a receita não cobre os custos totais, estimados em mais de 30 sacas por hectare.
RESUMO DA MATÉRIA:
- Recuperação dos preços melhorou a margem operacional do feijão no Paraná.
- No feijão preto, receita cobre custos operacionais, mas não os custos totais.
- Feijão carioca registra margem operacional de 20,7%, a melhor desde maio de 2025, porém ainda insuficiente para cobrir todos os custos.





















