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Sem passar pela Embrapa, Motiva apresenta nova proposta para 'Contorno de PG'

Projeto também usará parte da 'Rodovia do Talco'; em fase final, proposta concluída será apresentada à ANTT

Linha roxa era o traçado antigo, enquanto a linha laranja é a nova proposta
Linha roxa era o traçado antigo, enquanto a linha laranja é a nova proposta -

Publicado por Rodolpho Bowens

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A Motiva Paraná, concessionária que administra rodovias de Ponta Grossa, organizou na segunda (2) e terça-feira (3) rodadas de apresentação da proposta adaptada às demandas de lideranças políticas e da sociedade civil para o traçado do 'Contorno Rodoviário de Ponta Grossa'. As equipes da empresa fizeram estudos para todas as alternativas que receberam, de acordo com diretrizes que atendam às normas de engenharia e de sustentabilidade.

Entre as adaptações estão o deslocamento de dispositivo de acesso para pontos de cruzamento com vias existentes em que há projetos de pavimentação ou duplicação, uso de parte da 'Rodovia do Talco', além do deslocamento do traçado no trecho leste para evitar a passagem por áreas de interesse da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Exército Brasileiro e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

As demandas atendem diretrizes como o maior interesse público e questões geotécnicas. Em uma obra do porte de um contorno rodoviário de quase 43 km, há preocupação com questões como o balanço de massa, que é quando há a melhor relação entre a retirada necessária de solo de determinada área da obra e a reutilização em outro trecho. A importância da prática é ter menor impacto ambiental e de viabilidade na obra com a remoção de solo, ou para encontrar locais com capacidade de receber grandes quantidades de detritos.

Segundo o gerente executivo de Obras da Motiva Paraná, Alexandro Zopolato Francisco, o que é retirado obrigatoriamente do solo no traçado da obra precisa ser reaproveitado. Ele ressalta ainda que outra característica é a condição natural do terreno. Ponta Grossa tem várias áreas com solo úmido, mole, de arenito, pedreiras, de alto relevo, ou colapsível, que apresentam inviabilidade para tratamento e compactação. “São questões geotécnicas que fazem com que se precise alterar um traçado para respeitar as condições ambientais e para atender a regulamentação técnica viária, como o ângulo de encaixe de curvas, de rampas e de dispositivos de acesso”, diz Francisco.

Traçado proposto pelo Conselho de Desenvolvimento de Ponta Grossa, que passa mais longe da cidade
Traçado proposto pelo Conselho de Desenvolvimento de Ponta Grossa, que passa mais longe da cidade |  Foto: Reprodução.

A proposta apresentada pela Motiva Paraná entra em fase de conclusão para apresentação do projeto executivo à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que é o Poder Concedente, rito necessário para atender o prazo previsto em contrato. O traçado visa a melhoria da segurança viária, do transporte de cargas e da mobilidade, retirando o tráfego pesado da zona urbana e interferindo o mínimo possível na grande quantidade de cursos d’água e de cavernas da região, fora dos limites da Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana.

O novo traçado está disponível no site da Motiva Paraná.

FORMATO

O 'Contorno Rodoviário de Ponta Grossa' será de 'Classe 1-A', com acessos controlados por meio de nove dispositivos de conexão entre o novo trecho e outras vias. Desse modo, evita-se que qualquer tipo de estabelecimento comercial se instale às margens da rodovia e crie um acesso próprio, como ocorre hoje com as avenidas Sousa Naves (BR-373) e Presidente Kennedy (BR-376).

Foram realizados mais de 300 pontos de sondagem, considerando uma análise geográfica ampla por ser uma região com relevos acidentados e com vários tipos de solo.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Adaptações ao Traçado e Diálogo Social: a concessionária ajustou o projeto de 43 km para atender a demandas de lideranças e da sociedade. Entre as mudanças, destaca-se o uso de parte da Rodovia do Talco e o deslocamento do trecho leste para evitar áreas da Embrapa, do Exército e do INCRA, garantindo que a via não interfira em terrenos de interesse estratégico e institucional;

- Desafios Geotécnicos e Sustentabilidade: o planejamento prioriza o 'balanço de massa' (reutilização do solo retirado em outros trechos) para minimizar o impacto ambiental. Os engenheiros mapearam mais de 300 pontos de sondagem para lidar com o relevo acidentado e solos complexos da região, desviando o traçado de cavernas, cursos d'água e da APA da Escarpa Devoniana;

- Padrão de Rodovia e Controle de Acessos: o contorno será de Classe 1-A, com nove dispositivos de conexão controlados. Esse modelo é crucial porque impede a instalação de comércios com acessos diretos à pista - como ocorre hoje nas avenidas Souza Naves e Presidente Kennedy, evitando que o novo trecho sofra com a urbanização desordenada e mantendo a fluidez do tráfego pesado.

Com informações: Assessoria de Imprensa.

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